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Lira ataca advers�rio e espera absolvi��o

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| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - Em sua primeira declaração pública desde que saiu da prisão, em maio ? após ter ficado preso durante dez dias na Polícia Federal, pela Operação Guabiru ?, Fernando Sérgio Lira, ex-prefeito de Maragogi, disse que ?há muitas mentiras? nas denúncias feitas pelo atual prefeito de Maragogi e seu adversário político, Marcos Madeira (PTB), sobre os recursos deixados no fundo de previdência municipal. Segundo o atual presidente do Instituto de Previdência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores de Maragogi, Gustavo Ávila, o valor encontrado na conta da previdência municipal foi de apenas R$ 350. Apesar de não informar qual seria a quantia correta, Fernando Sérgio Lira acrescentou que ?a mentira tem sido a marca? da gestão de Marcos Madeira, e aguarda ser questionado legalmente para, segundo afirmou, ?apresentar provas?. A entrevista do ex-prefeito foi a primeira após a operação policial que prendeu vários outros prefeitos, ex-prefeitos, empresários e secretários municipais, em 17 de maio passado. Fernando Sérgio Lira chamou a Guabiru de ?espalhafatosa, show pirotécnico?. Sua entrevista foi concedida à Rádio Maragogi FM, sábado passado. Volta à cena Evitando falar sobre política, Lira conversou menos de meia hora e avaliou que seria ?precipitado? comentar a situação da cidade que administrou por duas gestões consecutivas, de 1997 a 2004 ? no ano passado, ele não fez o sucessor, perdendo a eleição para o grupo político adversário, liderado por Marcos Madeira. Lira considerou que a entrevista marcou seu retorno ao município, mas não garantiu retomar a atuação como político. EmpregoS em prefeituras Médico reumatologista, Fernando Sérgio Lira disse que tem se dedicado exclusivamente à medicina, trabalhando em seu consultório particular, em Maceió, e em unidades públicas de saúde das prefeituras de São Miguel dos Milagres, Messias, Porto Calvo e Matriz do Camaragibe. As duas últimas cidades, por coincidência ou não, são administradas por políticos que também estiveram com Fernando Sérgio Lira na carceragem da Polícia Federal em Maceió. O prefeito de Porto Calvo, Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka, contratou Lira para trabalhar no Centro de Reabilitação, que é referência para a região do Litoral Norte do Estado, enquanto Marcos Paulo do Nascimento, o Marquinhos, prefeito de Matriz do Camaragibe, entregou a direção do hospital municipal ao ex-companheiro de cela. ?TODO MUNDO FAZ? Sobre a Operação Guabiru, Sérgio Lira admitiu que ?a ação não foi hipócrita, mas se algumas acusações fossem levadas a termo de investigação, não haveria prédio da Polícia Federal para caber todo mundo?. Sem especificar quais seriam os delitos cometidos por outros administradores municipais ? e que não teriam sido apanhados pela Guabiru ? classificou as irregularidades como ?coisas que são feitas usualmente, todo mundo faz?. Quanto às provas que pesam contra ele ? ele foi solto, mas continuará respondendo ao processo, que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife ? Lira disse que se ?trata apenas de um grampo [conversa telefônica interceptada e gravada pela PF com autorização judicial] de uma única ligação, de uma conversa informal? e garante que está tranqüilo porque tem um ?bom advogado cuidando do caso?. Visual mudado No encerramento da entrevista, Fernando Sérgio Lira disse que está elaborando uma ?agenda de visitas? para Maragogi durante o feriado em homenagem à Proclamação da República. Sem bigode, cabelos pintados e mais magro, ele disse que, nessas visitas à cidade que governou duas vezes, encontrará eleitores e correligionários que o apoiaram após o episódio ? a Operação Guabiru ? que chamou de ?sofrimento injusto?.

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