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ALE p�e em debate viol�ncia no Estado

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| PETRÔNIO VIANA Repórter A cúpula da segurança pública de Alagoas esteve reunida, na tarde de ontem, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado (ALE) para ouvir os questionamentos e reivindicações de lideranças comunitárias e deputados estaduais sobre o agravamento dos índices de violência na capital e no interior. O secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, e o diretor-geral do Departamento de Polícia Civil do Estado, Robervaldo Davino, além do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, responderam às críticas e cobranças quanto à efetivação de políticas públicas de contenção à criminalidade. Apenas seis deputados compareceram à sessão especial. Sérgio Toledo (PMN), Marcos Ferreira (PMN), Antônio Albuquerque (PFL), Dudu Albuquerque (PSB), Gilberto Gonçalves (PFL), além do vice-presidente Francisco Tenório (PMN) pediram uma maior concentração de esforços por parte das autoridades presentes. Para Tenório, a segurança pública é hoje um problema de ?ordem mundial?. ?Precisamos fazer uma real avaliação da situação da segurança pública no Estado. É preciso uma radiografia para apresentar sugestões?, disse. O secretário Paschoal Savastano, primeiro a se pronunciar, enumerou as ?diferenças entre ser secretário de Segurança e secretário de Defesa Social? e lembrou das virtudes ?filosóficas? e da abrangência do conceito de Defesa Social. Para Savastano, são necessárias ?estatísticas idôneas? para que sejam adotadas medidas mais eficientes. Antônio Albuquerque criticou a impunidade e atacou a Comissão Estadual de Direitos Humanos, ?que só se manifesta contra o policial que atua?. Ele pediu para que os policiais recebam garantias de que não serão punidos ?quando precisarem usar métodos mais truculentos?. ### Excesso de PMs protegendo autoridades O presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), Antônio Carlos Lessa, sugeriu a redução do número de policiais militares em órgãos e prédios públicos como a própria Assembléia Legislativa do Estado (ALE) e o Palácio Floriano Peixoto, de maneira a reforçar o policiamento ostensivo nas ruas. O coronel Edmilson Cavalcante, comandante-geral da Polícia Militar, respondeu ao delegado afirmando que existem hoje, no Estado, 434 policiais em assessorias militares e cerca de 300 exercendo funções de segurança pessoal. O deputado Francisco Tenório (PMN) lembrou que, pela legislação trabalhista em vigor, o policial tem o direito de trabalhar um dia e folgar outros três. Isso obrigaria o Estado a ter um efetivo de 8 mil homens para que 2 mil estivessem nas ruas, sem contar com os policiais em período de férias. Em clima de prestação de contas, o diretor-geral do Departamento de Polícia Civil, Robervaldo Davino, reagiu às declarações do deputado Antônio Albuquerque (PFL) de que a Polícia Civil teria abandonado o trabalho de investigação. ?Essa é uma crítica infundada. O sistema prisional do Estado tem capacidade para abrigar 1.500 detentos, mas abriga 3.000. As delegacias têm mais 450 presos?, observou Davino. Albuquerque pediu ainda que providências concretas fossem tomadas a partir da reunião de ontem. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpol), Carlos Jorge da Rocha, criticou a ausência de políticas públicas para o setor, a dificuldade de diálogo com o governo estadual e a discrepância salarial dentro da categoria. O membro da Associação dos Moradores do Clima Bom, José Williams da Silva, informou que, quando a Companhia da Polícia Militar foi instalada no bairro, havia 35 militares. ?Hoje são só 14?, disse. Jefferson Rocha, morador do bairro do Tabuleiro Novo, sugeriu a efetivação da polícia comunitária como forma de conter a criminalidade. No final da sessão, o coronel Edmilson Cavalcante se comprometeu a aumentar o policiamento ostensivo na periferia de Maceió. O deputado Francisco Tenório encaminhou às autoridades uma lista de sugestões, como a priorização da questão salarial, o pagamento de adicionais noturnos e horas extras como incentivo aos policiais. |PV

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