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Licita��o da merenda sob suspeita

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O vereador Judson Cabral (PT) solicitou, na sessão de ontem da Câmara Municipal de Maceió, que as comissões permanentes da Casa analisem a documentação referente à concorrência pública para escolha da empresa que passará a fornecer a merenda escolar para as escolas da rede municipal de ensino. O edital da concorrência foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 27 de outubro e a abertura dos envelopes foi feita na manhã de ontem. Apenas duas empresas participaram da disputa. A preocupação de Judson Cabral é que tenha havido ?vício? na escolha da empresa paulista SP Alimentação e Serviços Ltda, que já vinha fazendo o fornecimento. Judson Cabral, que é membro o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), manifestou sua surpresa com o volume financeiro envolvido na concorrência pública, diante da dificuldade de recursos para a área. ?São R$ 18 milhões por ano, para dois períodos, ou seja, R$ 36 milhões para 24 meses. Para nós, que gastávamos R$ 1,3 milhão durante o ano com a merenda fornecida pelo governo federal, vamos gastar, ao mês, algo em torno de R$ 1,5 milhão?, reclamou o vereador. De acordo com Judson, mesmo com o crescimento do número de alunos na rede municipal de ensino, o valor por refeição vai aumentar de R$ 1,14 para R$ 1,24. Pelo contrato, a empresa deverá fornecer cerca de 80 mil refeições por dia. ?Queremos que a Câmara faça uma avaliação, faça uma investigação para discutir todo o processo?, disse. O vereador levanta dúvidas contra a idoneidade do processo licitatório, principalmente pelo fato das duas empresas concorrentes estarem sediadas em municípios paulistas muito próximos um do outro. ?Coincidentemente, essa empresa que saiu vencedora, cinco dias antes do edital, integraliza o capital que exatamente o edital ia exigir?, criticou Judson. Judson Cabral faz ainda outra crítica à administração municipal. Segundo o vereador petista, quando a prefeitura ?passa a financiar a merenda e despreza os recursos federais, é como se alijasse o CAE?, já que o órgão é responsável por fiscalizar recursos federais repassados. ?Tanto que o CAE não foi convidado para participar da licitação?, revelou. |PV

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