Política
Comiss�o estuda reestrutura��o do Ipaseal Sa�de
| LUIZA BARREIROS Repórter O vice-governador Luis Abílio de Souza Neto (PDT) deverá anunciar, até a próxima semana, as medidas que serão tomadas para tentar tirar o Ipaseal Saúde da crise financeira em que se encontra. Com uma dívida de cerca de R$ 10 milhões com hospitais e prestadores de serviços, o plano médico-hospitalar dos servidores públicos estaduais está com o atendimento suspenso há quase um mês, e corre o risco de acabar. Ontem, a recuperação do Ipaseal Saúde foi discutida durante uma reunião entre o governador Ronaldo Lessa (PDT), o vice-governador Luis Abílio e o presidente do instituto, Rogério Pinheiro. ?O governo não vai acabar com o plano de saúde dos servidores?, garantiu Abílio, que vem conduzindo as negociações e preside a comissão que estuda alternativas para redimensionar o plano. O desafio é fazer com que, em seis meses, a receita possa cobrir as despesas. Atualmente, o plano tem um déficit mensal de cerca de R$ 2 milhões: a receita mensal é de R$ 1,8 milhão e as despesas, de R$ 4 milhões. Se o equilíbrio não for possível, segundo avaliação feita por fontes do governo ouvidas pela Gazeta, o governo poderá ser recomendado pela comissão a acabar com o plano, por ser inviável economicamente. Restrição O governo tentará de tudo para não acabar com o Ipaseal Saúde. Uma das alternativas que estão sendo estudadas pela comissão é enviar um projeto de lei para a Assembléia Legislativa Estadual (ALE), restringindo o plano apenas aos servidores públicos estaduais e seus dependentes. Pela formatação atual, o plano é aberto a servidores de prefeituras de vários municípios, que representam 20% dos atuais 46 mil beneficiários. Outro problema que a comissão estuda é a isenção dos dependentes, que também deverão passar a contribuir com o plano, para torná-lo viável. A comissão também estuda a viabilidade de tornar o plano co-participativo para todos os usuários ? hoje, essa modalidade só atinge quem ingressou no plano a partir de maio deste ano. Dessa forma, consultas e exames, a partir de um certo número, teriam parte do valor pago pelo beneficiário. A comissão também é composta pela secretária de Saúde, Kátia Born, pela subsecretária Petrúcia Moraes, pelo secretário da Célula de Desenvolvimento Humano, Petrúcio Bandeira, pelo gestor de Articulação Colegiada, Pedro Alves, pelo secretário da Célula de Planejamento, Gestão e Finanças, Sérgio Dória, pelo secretário da Fazenda, Eduardo Ferreira, pelo secretário de Administração, Valter Oliveira, e pelo presidente do Ipaseal Saúde, Rogério Pinheiro. Segundo Pinheiro, a comissão está esperando o pronunciamento da Procuradoria Geral do Estado sobre a legalidade das propostas. Ao final da reunião, Lessa disse que irá solicitar à PGE rapidez na apreciação das mudanças no plano, para que o projeto seja encaminhado em caráter de urgência à Assembléia.