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P�res diz que seria erro unir PDT e Lula

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| ODILON RIOS Repórter O senador Jefferson Péres (PDT-AM) disse na semana passada que não haverá aproximação política entre PDT e PT e enviou um recado ao governador Ronaldo Lessa (PDT), que antes assumia a postura de tentar aproximar o partido da base aliada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. ?Espero que ele [Lessa] ajude o partido nessa caminhada como um partido de oposição, que não vai mudar de posição. Espero que ele não tente levar o PDT de volta ao governo Lula, o que seria um erro?, disse o senador. A entrevista foi dada na segunda-feira, 14. Novamente, em recado a Lessa, aconselhou que o governador até deixasse o PDT, caso não concordasse com a escolha do partido frente ao governo Lula. ?Nenhum governador pode fazer oposição de público ao governo federal porque ele precisa ter uma relação administrativa com o Palácio do Planalto. O dever do governador é aceitar a opção do partido e marchar com ele para a eleição presidencial. Do contrário, é melhor deixar o partido. A coerência manda que deixe o partido?, apontou. Encontro Um encontro de Lessa com o presidente da República na sexta-feira voltou a tocar no assunto da aproximação política entre os partidos rivais. Segundo a Secretaria de Comunicação do governo estadual, Lula teria falado com Lessa para que assumisse, mais uma vez, a tarefa de interlocutor na ?união? PDT-PT. Logo quando entrou no PDT, Lessa recebeu esse recado de Péres. O governador assumiu a função, segundo dizia na época, de aproximar Lula e PDT, rachados desde a morte do líder maior do PDT, Leonel Brizola. Há alguns meses, Lessa, em público, disse que não iria mais assumir a ?missão?, como o governo estadual analisava, de unir PDT e Lula. O PDT apoiou Lula para a Presidência, em 2002, mas deixou o governo quando percebeu que o presidente, segundo argumentos pedetistas, não implementou mudanças nas áreas social e econômica no Brasil. Péres é pré-candidato à Presidência da República e divide a pretensão com o govenador alagoano e o senador Cristóvam Buarque (DF). Apesar de não fazer provocações, disse que acreditava no ?critério de antigüidade? para a escolha do candidato pedetista. Péres tem 73 anos. FRACASSO Com fortes críticas ao governo Lula, o senador amazonense resumiu a situação do governo petista: ?O governo Lula é um imenso fracasso. Isso é que é a verdade?. Ele também criticou o Congresso, onde, para ele, há ?uma banda ruim? muito grande: ?Grande parte da classe política é de má qualidade. São fisiológicos, usam caixa dois, são corruptos, é uma classe que precisa melhorar muito. A banda ruim do Congresso é muito grande?. Para o senador, o presidente da República ?sabia de tudo? sobre os esquemas de corrupção. ?Estou convencido de que ele sabia. Tenho indícios, que não são provas. Se tivesse de jurar, como antigamente, quero que um raio caia em cima da minha cabeça, eu juraria?. Porém, para ele, não há provas para um processo de impeachment nem daria mais tempo mover o processo, por causa das eleições presidenciais ano que vem. ?Processo de impeachment sem provas é irresponsabilidade. Não entro nessa?, resumiu. ?servil? Classificando o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB) de ?servil? ao governo Lula e rechaçando uma parte da esquerda brasileira, Péres afirmou: ?Uma parte da esquerda degenerou, se corrompeu, deixou de ser esquerda. Outra parte não se atualizou, tem a cabeça ainda nos anos 50, pensa que Guerra Fria ainda existe, ainda sonha com o socialismo no Brasil. Acho que eles cometem um grave equívoco?, argumentou, colocando o PDT como ?centro-esquerda?, que ?não se desmoralizou? nas denúncias de corrupção no Brasil.

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