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C�mara abre debate do Or�amento 2006

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| ODILON RIOS Repórter A Câmara Municipal de Maceió iniciou ontem as discussões sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o quanto será gasto pela prefeitura no ano que vem. Na sessão, apenas 12 dos 21 vereadores estavam presentes, e poucos representantes da sociedade civil organizada acompanharam os debates. O orçamento da prefeitura para 2006 é fixado em R$ 805.852.506. Segundo o relator da LOA, Marcelo Victor (PTB), o projeto deverá ser votado até 15 de dezembro. Os vereadores só podem entrar em férias se aprovarem a LOA. ?Até o dia 15, este projeto estará aprovado?, disse Victor. Parte das verbas a serem movimentadas é de recursos a serem transferidos pelo governo federal. Marcelo Victor lembra que para essas verbas chegarem a Maceió, será necessário empenho da bancada federal alagoana. ?No bom sentido, eles ficam ?mendigando? o dinheiro nos ministérios?, esclareceu. O vereador Judson Cabral (PT), apesar de elogiar o orçamento da prefeitura, criticou os valores superestimados. ?É exagero discutir o planejamento. O município fica com um planejamento fictício?, alertou o vereador. Ele reclamou ainda de quanto está sendo encaminhado a áreas como controle urbano, ação social e cultura. ?Não estão sendo prestigiadas?, reclamou o petista. QUEM LEVA QUANTO A Gazeta teve acesso à LOA que estava sendo discutida ontem na Câmara. O gabinete do prefeito Cícero Almeida (PTB) pretende gastar R$ 1.718.528. Já o gabinete da sua vice, Lourdinha Lyra (PFL), tem números bem mais modestos: R$ 60.000. Os dados estão contidos em despesas com recursos de todas as fontes. A verba que está prevista para o ano que vem, e gasta no gabinete de Almeida, é maior que o orçamento de algumas secretarias, como a de Esporte e Lazer (R$ 1.415.128), a de Proteção ao Meio Ambiente (R$ 1.331.940), a de Promoção ao Turismo (R$ 1.224.311), a Fundação Municipal de Ação Cultural (R$ 1.522.944) e até mesmo a Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU): R$ 1.522.944. A prefeitura pretende gastar R$ 57.452.072 na Secretaria de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio; R$ 119.939.184 na Educação; R$ 94.910.646 na Secretaria de Habitação Popular e Saneamento; R$ 15.405.199 na Assistência Social; R$ 185.669.189 na Saúde e R$ 49.546.760 na Construção da Infra-Estrutura. A verba para a Câmara Municipal é de R$ 22.177.198,00. ### Fontan e Cristiano ainda sem acordo A disputa pela presidência da Câmara de Maceió, entre os vereadores Cristiano Matheus e o atual presidente, Arnaldo Fontan (ambos do PFL), que começou há mais de um mês, ainda está longe de acabar, apesar do prazo-limite de 5 de dezembro dado pelo presidente do PFL alagoano, deputado Thomaz Nonô. Fontan tentou, por meio de um projeto, antecipar as eleições na presidência da Câmara, contando com a própria reeleição como certa. No dia previsto para a eleição, porém, Matheus apresentou outra chapa, criando um clima de tensão. Houve até necessidade de guarnição da PM para revistar vereadores. A eleição foi suspensa e não tem data certa. Ontem, Fontan não estava presente na discussão da LOA. Cristiano Matheus, que estava no plenário, ao lado do vereador José Márcio, de seu grupo, avisava a quem quisesse ouvir: ?Não abro mão de minha candidatura?. Perguntado se houve avanços nas negociações, Matheus foi taxativo: ?Não. A não ser que o Fontan queira ser o vice e eu o presidente?. E acrescentou, em tom de desafio: ?Estou ganhando o jogo?. |OR

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