Política
Governo negocia hoje sa�da de pr�dios
| ODILON RIOS Repórter O vice-governador Luis Abílio (PDT) se reúne hoje, no Palácio Floriano Peixoto, com os líderes dos quatro movimentos sociais que lutam pela terra no Estado. O governo argumentará hoje que só negocia com as lideranças se elas desocuparem os prédios públicos pertencentes à administração estadual. ?Vamos conversar com as lideranças para sensibilizar, para desocupar os prédios e a nossa pauta estará sendo cumprida?, disse o gestor de Articulação Colegiada, Pedro Alves, que assumiu as negociações com os movimentos com o vice-governador, por determinação do governador Ronaldo Lessa (PDT). A data e a hora da reunião ainda não estavam acertadas até ontem à noite, mas, segundo Alves, ?com certeza? o encontro entre governo e movimentos acontece hoje. Carta Na reunião de hoje, segundo apurou a Gazeta, os movimentos vão pedir que Lessa encaminhe uma carta ao presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, pedindo agilização de possíveis ?pendências? que o Incra teria com os movimentos alagoanos. Os movimentos de sem-terra querem também que Lessa peça a substituição do superintendente do Incra alagoano, Gino César. Questionado sobre o assunto, o gestor de Articulação Colegiada negou que o pedido será atendido pelo governo. ?O governador não vai entrar no mérito da mudança de cargos no governo federal?, adiantou Alves. Outra versão para a carta é que ela poderia ser apresentada sob novos moldes, já que a exigência da saída de Gino César do Incra não é unânime nos movimentos. Na semana passada, quando os movimentos articulavam a marcha na capital, a ?queda? de César teria sido deixada de lado, o que unificou as quatro correntes de sem-terra que atuam em Alagoas. Desde o começo deste ano, o MST tenta derrubar o superintendente alagoano do instituto. Porém, apenas três membros do Incra caíram até ontem. Ontem, pouco antes da reunião do Conselho Integrado de Inserção Social, no Palácio dos Martírios, o governador Ronaldo Lessa, que passou a responsabilidade das negociações para Luis Abílio e Pedro Alves, disse: ?Reclamam que não tem polícia nos cantos e agora há polícia em toda a cidade. Isso mostra que a gente está respondendo à demanda que for necessária?. Afirmou ainda que não via razões para a ocupação dos quatro movimentos na capital. Movimentos Os movimentos que lutam pela terra chegaram na terça-feira pela manhã à capital do Estado. Os seis mil trabalhadores são do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT). A Gazeta apurou que, ontem à tarde, houve um encontro informal, fora do Palácio, entre membros do governo e representantes da CPT. Os detalhes da conversa são desconhecidos.