Política
TJ critica respons�veis pelos pres�dios
DA EDITORIA DE POLÍTICA Maceió O presidente e o corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargadores Estácio Luiz Gama de Lima e Washington Luiz, debateram, ontem, com cerca de 40 juízes durante cerca de três horas, entre 16 e 19 horas, no auditório do TJ-AL, questões relacionadas com problemas criminais, principalmente com relação à situação nos presídios de Alagoas. As informações foram divulgadas pela Diretoria de Comunicação (Dicom) do TJ. Na reunião, que ocorreu a portas fechadas, foram feitas críticas aos setores do Poder Executivo responsáveis pelo sistema penitenciário. As críticas partiram do presidente, do corregedor e do juiz de Execuções Penais, Marcelo Tadeu. O encontro, segundo a Dicom, dividiu-se em etapas distintas: o desembargador-presidente disse que os problemas criminais só serão resolvidos com a participação de todos os segmentos envolvidos ? Judiciário, Executivo e Ministério Público. ?São problemas compreensíveis numa sociedade carente como a nossa, mas que precisam ser enfrentados com denodo?, disse o desembargador Estácio Luiz. Sub judice O desembargador corregedor-geral da Justiça, Washington Luiz, anunciou que oficiará na próxima segunda-feira a todos os juízes, relacionando os processos sub judice ? sem instrução concluída ? determinando absoluta prioridade. Criticou o hábito de setores do Executivo, ?de responsabilizar o Judiciário pelos graves problemas criminais que assoberbam o Estado?. ?Todos sabem que o que falta mesmo são recursos para melhorar o sistema penitenciário e equipar melhor os organismos policiais?, disse Washington Luiz. Críticas Ainda segundo as informações distribuídas ontem pelo TJ, o juiz das Execuções Penais, Marcelo Tadeu, fez duras críticas aos responsáveis pelo sistema penitenciário e em defesa dos detentos, que vivem, segundo eles próprios denunciam, permanentemente ameaçados, sem condições mínimas de segurança e conforto. Em seguida ? ainda segundo o relato da Dicom-TJ ? vários juízes citaram questões específicas de suas varas, que foram anotadas pelo presidente e pelo corregedor-geral para as providências que se fizerem necessárias. Ficou estabelecido que será dada prioridade para os processos sub judice ? sem conclusão da instrução ? e, se houver necessidade, apesar da carência de juízes, serão feitos deslocamentos de magistrados para as comarcas onde a situação se apresente com maior gravidade.