Política
Advogados federais querem aumento
| ODILON RIOS Repórter Os membros das carreiras da advocacia e defensoria pública federal se manifestaram, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB), para que os advogados alagoanos aprovem uma moção de apoio ao movimento, que pede equiparação salarial com os magistrados federais. Um advogado ou defensor público da União recebe R$ 7.500. Um magistrado federal recebe R$ 20 mil. ?Estamos longe de acreditar que este valor que recebemos é pouco, mas queremos uma equiparação do nosso salário com os magistrados, por uma questão de justiça?, analisou o procurador federal Fábio Cavalcante, que atua na Fundação Nacional do Índio em Alagoas. Ele explicou que as licitações federais, por exemplo, também passam pela advocacia pública, que presta uma ?consultoria?, segundo informou. ?O procurador analisa o edital?, explicou. Eles foram recebidos pelo vice-presidente da OAB de Alagoas, Everaldo Patriota. ?Já conseguimos apoio de várias associações. Nosso maior problema na categoria é a evasão de profissionais, e nós somos uma das categorias mais essenciais da Justiça?, disse a procuradora do INSS Alzineide Wallra. Corrupção Na manifestação, os advogados públicos federais também pediam o fim da corrupção no Brasil e o fortalecimento da advocacia pública. A mobilização foi nacional e incluiu passeatas, em Brasília, e movimentação nos estados por meio de assembléias, manifestações e reuniões como a que ocorreu em Maceió. Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os manifestantes pediam a ?atenção? do presidente ?para a crise instalada em suas respectivas instituições?. Na carta, eles se classificam como ?humilhados? pelo governo federal. ?Embora seja responsável pela economia e recuperação de centenas de bilhões de reais, pela representação do Estado brasileiro, inclusive em nível internacional, pela defesa do patrimônio público federal e pela implementação das políticas públicas necessárias ao desenvolvimento do país, a advocacia pública federal encontra-se humilhada, e indignada, com o tratamento que lhe vem sendo conferido?, afirmam no documento os membros das carreiras de advocacia e defensoria pública na carta. Apelo a Lula Eles dizem ainda que em 6 de maio, o Ministério do Planejamento recebeu o anteprojeto de lei que busca reduzir a ?injustificável discrepância entre as remunerações da advocacia e defensorias públicas federais e aquela atribuída a outras funções essenciais à Justiça, de modo a refrear a notável evasão de quadros qualificados e a conseqüente fragilização da defesa da União e do patrimônio e rendas públicas federais?. E mais adiante, voltam a falar que são ?humilhados? e encerram a carta dizendo: ?Presidente Lula, não deixe os advogados do patrimônio e rendas públicas federais desamparados, pois o combate à corrupção também se faz por meio de uma advocacia pública forte e valorizada?.