Política
TC faz 58 anos e presidente reclama da falta de recursos
| ODILON RIOS Repórter O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AL) comemorou ontem 58 anos de existência, reclamando de falta de recursos e com um número excessivo de funcionários que não podem ser demitidos. A avaliação foi feita pelo presidente do tribunal, Edival Gaia. O orçamento do TCE para o ano que vem, segundo Gaia, está em torno de R$ 40 milhões. ?Dá para ir fazendo. O ideal seria pelo menos R$ 50 milhões?, reclamou o presidente. O salário de conselheiro do TCE, de acordo com o presidente, apesar de ?satisfatório?, precisa ?melhorar? em janeiro. Um conselheiro do TCE ganha R$ 11 mil, mas deveria, para Gaia, ganhar o mesmo que um desembargador, R$ 19 mil. O aumento não veio ?porque não há recursos para aumentar, mas vamos ver se a partir de janeiro melhora?. Questionado sobre as deficiências do TCE, analisou: ?Temos poucos recursos para um trabalho melhor, capacitar os funcionários e poder estar mais presente em todos os órgãos, porque às vezes nos faltam os recursos necessários para pagamento de diárias e deslocamentos dos nossos funcionários?. O presidente disse ainda que o tribunal tem um número ?excessivo de funcionários?, mas não pode fazer nada. ?Hoje, o tribunal ainda peca pelo número excessivo de funcionários que tem. Já vão em 20 ou 25 anos, e ninguém pode colocar no olho da rua?, lamentou. As declarações do presidente foram dadas ontem pela manhã, pouco antes da sessão especial de aniversário do tribunal. Na sessão, estavam o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça, desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, além de conselheiros e representantes de autoridades. Apesar de convidados, o prefeito Cícero Almeida (PTB) e o governador Ronaldo Lessa (PDT) não compareceram. Para Gaia, o TC mantém isenção na análise dos processos de gestores públicos, mas este ano, a defesa do prefeito de Palmeira dos Índios, Albérico Cordeiro, colocou o presidente do TC na lista dos adversários políticos, por um processo sobre irregulares nas contas dele de 2003. ?Quanto a Palmeira dos Índios, me abstive de votar. Não participei em nenhum momento do processo de Palmeira dos Índios. Nos outros processos, tive participação e não mandei só o de Palmeira dos Índios, mas os de 32 municípios para o Ministério Público?, disse Gaia.