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Auditoria investigar� Ipaseal Sa�de

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O governo estadual instalou uma auditoria no Ipaseal Saúde para descobrir se houve algum responsável pela quase falência do plano de saúde dos servidores públicos do Estado. A informação foi dada ontem pelo governador Ronaldo Lessa. Lessa reconheceu que o ?governo errou? na concepção do Ipaseal Saúde. Falou em ?despreparo? da equipe do Ipaseal, porém apontou que o povo ?também errou, fazendo exames muitas vezes desnecessários?. Não apontou supostos culpados no governo. ?Não sei se foi falha da fiscalização, ou porque os servidores e a família como um todo poderiam ser beneficiados sem acréscimo. Quer dizer, não se utilizou o plano como se devia?, refletiu. A dívida do Ipaseal Saúde com os fornecedores é de R$ 11 milhões, segundo dados do governo. Na segunda-feira, Lessa recebeu a visita, em tom de cobrança, de uma comissão de hospitais, no Palácio Floriano Peixoto. O governador confirmou ter recebido a comissão. Errou ?O governo errou. Porque nós tentamos dar mais do que podíamos?, admitiu o governador. Mais adiante, explicou: ?Nós erramos porque fizemos uma coisa que não podíamos fazer. Mas, eles [o povo] também erraram, porque é aquela história: o menino estava com dor de barriga e aí colocava o outro para fazer exame, sem necessidade. Houve um despreparo do nosso pessoal, em função da facilidade do plano. E o terceiro erro, na minha avaliação, teria sido a fiscalização. Acho que poderá... Isso não está constatado, mas eu mandei fazer uma auditoria geral. Infelizmente, foi isso que ocorreu?, apontou. O diretor presidente do Ipaseal, Rogério Pinheiro, elaborou uma proposta que pode recuperar o plano em seis meses. Após isso, no Ipaseal, apesar de não ser declarado oficialmente, se não se conseguir a viabilidade do plano, o Ipaseal Saúde será extinto. Para a recuperação do plano, Pinheiro, que era reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), contratou membros de sua antiga equipe na universidade. |OR

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