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Sindicalistas resolvem esvaziar CUT-AL

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| ODILON RIOS Repórter Sindicalistas que representam servidores públicos federais decidiram se desfiliar da Central Única dos Trabalhadores (CUT), alegando que a central perdeu a isenção por estar ligada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ?que veio para realizar o sonho dos trabalhadores mas, em três anos, tudo se acabou?. Por trás da atitude dos sindicalistas, a briga envolve partidos rivais: o PT, que antes abrigava alguns membros da cúpula desses sindicatos, o PSTU e o P-SOL, nova sigla partidária deles. Nenhum dos sindicalistas sabe qual destino seguir, ou seja, se formará uma nova central sindical ou se engajará à Conlutas, que se opõe à atuação da CUT, em nível nacional. Representantes Ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado de Alagoas (Sintsep), do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindjus) e do Sindicato dos Petroleiros (Sindpetro) reuniram a imprensa para declarar que estão fora das bases da CUT, faltando apenas oficializar o desligamento. O Sindjus e o Sindpetro tomaram a decisão em novembro. O Sintsep vai marcar uma assembléia nos próximos dias. Segundo o coordenador-geral do Sindjus, José Moraes, a atitude dos sindicatos ?significa que a CUT se esgotou como modelo de representação da classe trabalhadora e acabou se degenerando?. Segundo ele, o sindicato tem 600 filiados e a contribuição mensal para a CUT é, mensalmente, de R$ 2.400. Ele se disse ex-simpatizante do PT e se filiou ao P-SOL. O sindicato, segundo Moraes, vinha atuando ?em conjunto com a Conlutas?, mas, de acordo com ele, os dirigentes ainda não sabem qual destino será tomado a partir de agora, nem se o sindicato seguirá o P-SOL. O coordenador do Sindpetro, Manoel de Assis, filiado ao PSTU, também reclamou da CUT e pediu desfiliação. Acredita que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa ?o ideal burguês? e não poderá fazer mais a prometida revolução para a valorização dos trabalhadores nem dos sindicatos. De acordo com Assis, o sindicato tem 3 mil filiados (500 em Alagoas e 2.500 em Sergipe) que contribuem com R$ 4.000/mês para a central. Ele reclamou também que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) vem aplicando a ?lei da mordaça?, porque Assis teria sido impedido de participar de um congresso do Sindicato, no último fim de semana. Ninguém do Sinteal foi encontrado para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Carta entregue ontem à imprensa pede liberdade de expressão e pluralismo de idéias. No fundo dessa briga, um conflito entre lideranças do PT que estão no Sinteal e PSTU, representado por Assis. ### Armas e liminares para deixar Central O coordenador-geral do Sintsep, Jogelson Veras, acusa a CUT de tentar impedir a desfiliação do sindicato. Pela versão contada por ele, uma liminar suspendeu uma assembléia dos sindicalizados que deveria ter acontecido em Palmeira dos Índios na sexta-feira passada. Um diretor da CUT, também membro do Sintsep, pediu a liminar, alegando que a reunião seria irregular. ?Fomos surpreendidos com armas de grosso calibre e um oficial de Justiça que nos disse que entregou a liminar. Os aposentados ficaram assustados?, descreveu. O presidente da Associação dos Aposentados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Lindinalvo Inácio da Silva, classificou a atitude de ?falta de respeito?. ?A Justiça foi traída por esse pessoal?, analisou. Oposição O presidente da CUT-AL, Isac Jackson, explicou que a liminar foi conseguida por membros da oposição do próprio Sintsep e a CUT não teria participação do episódio, apesar de confirmar que os dirigentes que pediram a liminar pertencem à diretoria da central. ?A CUT não tem nada a ver com isso?, argumentou. Irregular Para Jackson, a reunião de sexta-feira, convocada pelo Sintsep, foi irregular porque aconteceu durante a semana e distante da capital, na cidade de Palmeira dos Índios. Entre os pontos da pauta da reunião, estava a desfiliação da CUT. Sobre a desfiliação de sindicatos, considerou o episódio ?lamentável?. Números dos sindicatos apontam que cerca de 10 mil filiados estão deixando as fileiras da CUT alagoana, dados contestados por Jackson. ?Os filiados dos sindicatos federais não passam de 2 mil?. |OR

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