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Deputados param sess�o por libera��o de emendas

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| PETRÔNIO VIANA Repórter A Assembléia Legislativa do Estado (ALE) parou na tarde de ontem para aguardar o posicionamento do governador Ronaldo Lessa (PDT) em relação à liberação das emendas parlamentares ao Orçamento do Estado para este ano. Durante a semana, os deputados reclamaram da demora na liberação das emendas, que contemplam projetos dos parlamentares no interior do Estado. No total, o valor das emendas chega a R$ 5 milhões. Cerca de quatro emendas estavam sendo liberadas por semana, quando o número ideal apontado pelos deputados seria de dez emendas. Na última terça-feira, o líder da bancada governista na ALE, deputado Dudu Albuquerque (PSB), acompanhado dos deputados Isnaldo Bulhões (PMN) e Francisco Tenório (PMN), esteve reunido com o secretário extraordinário do Governo, Pedro Alves, para tratar do assunto. Na tarde de ontem, o presidente da ALE, deputado Celso Luiz (PMN), esteve com Lessa para definir a metodologia que seria adotada para a liberação. Para esperar o término da reunião entre Celso e Lessa, a sessão de ontem da ALE ficou suspensa por quase uma hora e meia, o que provocou o adiamento da votação dos projetos de reajuste salarial, encaminhados pelo governo, para os servidores do Poder Executivo e da Fundação Universitária de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Alguns parlamentares declararam abertamente que os projetos do governo só seriam votados depois de liberadas as emendas. Com o retorno de Celso Luiz, a sessão foi reiniciada, mas encerrada rapidamente. Os deputados se reuniram para ouvir as explicações do presidente quanto à estratégia adotada pelo governo para liberar as emendas. Até as 20h, a reunião não havia terminado. CPI dos fantasmas Ontem, o deputado Cícero Amélio (PMN) protocolou um requerimento, assinado por 14 parlamentares, para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a denúncia de que empresas do agreste alagoano estariam sendo registradas em nome de ?laranjas?, sonegando ICMS ou simplesmente sendo usadas como ?fantasmas? no fechamento de contratos. De acordo com Amélio, cerca de 150 empresas estão envolvidas nas denúncias. O deputado espera que a CPI seja instalada até a semana que vem.

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