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Almeida n�o assume estrago da chuva

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| ODILON RIOS Repórter Os estragos provocados pelo temporal, com raios e trovões, registrados em avenidas, ruas e vielas de Maceió, na segunda e terça-feira, não são de responsabilidade da Prefeitura de Maceió, foi o que disse ontem o prefeito Cícero Almeida (PTB). ?O nosso Deus é maravilhoso, acho que não estávamos precisando de tanta chuva. Mas, quem somos nós para discordar das decisões divinas??, perguntou o prefeito, ao se referir também ao temporal que caiu em todo Estado nos dois primeiros dias desta semana. Segundo o prefeito, o temporal já era previsto pela prefeitura, porém declarou que estava fazendo ?a minha parte? e pediu a ajuda da população. Evitou culpar o governo do Estado pelos estragos, repetindo: ?Não, não, não, não queremos atribuir responsabilidades a ninguém, nem tão pouco a nós. Estamos com onze meses de administração e sabe-se que isso acontece há muitos anos. Aqueles que passaram pelas administrações anteriores deveriam ter feito. Se não fizeram, vamos fazer a nossa parte. Não vamos direcionar a responsabilidade a ninguém?, argumentou. ?As chuvas registradas eram previstas por nós. Por incrível que pareça, tivemos em duas horas e meia quase 50 milímetros de chuva. Os pontos críticos, ou seja, onde choveu mais, eu estava em meio àquele ?chuvaral? e estava acionando o Mozart [Amaral, superintendente Municipal de Obras e Urbanização - Somurb]?, disse Almeida. Sempre repetindo que o temporal ?era previsto?, ele prometeu que a Rua Miguel Palmeira, próxima à Fernandes Lima, passa a ?ser uma prioridade? em sua gestão, mas não deu prazos. ?Os recursos para que venham a ser feitas as obras na Miguel Palmeira hoje dão mais de R$ 1 milhão. Agora, há muitos anos, desde que eu rodava de táxi, via a Miguel Palmeira daquele jeito?, disse. Sem culpa Depois, continuou: ?Então, a gente não pode culpar o prefeito Cícero Almeida e toda a minha equipe pelo que aconteceu antes de ontem. Vamos fazer um trabalho de limpeza e pode se observar que as chuvas registradas neste inverno não tivemos a Miguel Palmeira na situação que foi registrada agora porque o trabalho de prevenção foi feito. Eu discordo até de uma colocação que foi feita que os canais estavam sujos. Não, estávamos fazendo a limpeza dos canais. Agora, a sociedade tem que colaborar também, o morador tem que colaborar?, analisou o prefeito. De acordo com ele, para se resolver o alagamento da Miguel Palmeira, terá que ser cavado um túnel de mais de 10 metros de profundidade para transferir as águas daquela rua para uma tubulação que existe embaixo da Fernandes Lima. E voltou a fazer promessas, sem soltar datas: ?Mas, se o caminho é esse, a população pode ficar tranqüila que vamos fazer a nossa parte?. Sobre outros pontos da cidade, atingidos pela chuva, que o prefeito classificou como ?críticos?, como na Vila Brejal, Almeida pediu a compreensão da população, falando que a culpa pelas enchentes ?seria da maré?. ?Temos pontos críticos, principalmente quando a lagoa está cheia, quando as nossas praias estão cheias; se chover, é o pior para nós. Se a maré tiver baixa, pode chover tranqüilo que não atinge aqui. Não sei como estava a maré no dia, mas esse pode ser o motivo também de não ter alagado na Brejal?. Depois, acrescentou: ?Tem que ter a expectativa de que se chover, com a maré cheia, isso pode voltar?. ### Reunião pede controle de gastos A data-limite para que a prefeitura da capital quite todas as folhas de pagamento, incluindo o 13º salário, é até o dia 24 de dezembro, segundo prazo dado pelo prefeito Cícero Almeida; porém, o acerto fez parte de uma estratégia, montada semana passada, entre Almeida e o secretário de Finanças, Fernando Dacal, no gabinete do prefeito. A reportagem estava próximo ao gabinete de Almeida e acompanhou o entra-e-sai de assessores e o clima de exaltação na sala. Nas mãos, o secretário empunhava o orçamento da capital e uma caneta, segundo a apuração. Na reunião, ficou decidido que Dacal entraria em contato com todas as secretarias do município e estaria pedindo que suspendessem possíveis gastos para que a folha fosse cumprida até o dia 24 de dezembro. ARROCHO O ?arrocho? estaria ligado a uma outra medida do prefeito, revelada por ele mesmo, há duas semanas, em entrevista a Gazeta. Almeida dizia que estava fazendo pesquisas com a população para saber quais secretarias eram as mais ?populares?. As menos ?populares? teriam seus recursos transferidos para as mais ?populares?, como descreveu o prefeito. Ontem, porém, em seu gabinete, ao ser perguntado sobre a medida do secretário de Finanças, Almeida foi evasivo: primeiro, fez questão de negar; depois, confirmou o encontro com Dacal, mas não informou possíveis ações decididas na semana passada com o secretário de Finanças, mas apenas em uma ?programação?. Falou ainda em ?falhas?, que estariam sendo sanadas em secretarias. Não entrou em detalhes. GRAÇAS A DEUS ?Temos conseguido apoio da sociedade, graças a Deus, e estamos mostrando à população de Maceió que estamos administrando com transparência. E os recursos estamos investindo, ao mesmo tempo pagando o salário em dia, pagando o décimo e cumprindo os compromissos para com o nosso povo. Não há nenhuma dificuldade, não há desgaste, não estamos sacrificando nenhuma secretaria, até porque graças a Deus estamos vivendo um momento ótimo, envolvendo todas elas, e claro que falhas existem, são corrigíveis, e agimos nesse sentido. Estamos bem assessorados na Secretaria de Finanças e as pessoas que lá trabalham o fazem com muita responsabilidade. Sempre fizemos uma programação, então o que está acontecendo foi dentro de uma programação feita pelo prefeito e o secretário de Finanças e com apoio da população?. Assinatura As declarações do prefeito foram feitas ontem, no final da manhã, pouco antes da assinatura de um convênio com quatro capitais, incluindo Maceió, para divulgação, em conjunto, destas cidades em meios de comunicação do Brasil e exterior. Além de Maceió, participam Natal, Recife e João Pessoa. ?É o trabalho feito com a Secretaria de Turismo que envolve essas quatro cidades. Um trabalho de divulgação destas cidades para o mundo. O turista vai fazer a opção. O Nordeste é o ponto alto para o mundo na próxima temporada e vamos procurar justificar isso daqui com as obras, principalmente com o trabalho de despoluição das praias em mais de 60%?, informou o prefeito. |OR

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