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Aldo Rebelo defende recesso mais curto

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| Lydia Medeiros O Globo Brasília - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse ontem, após participar de missa de ação de graças, que só depois de 15 de dezembro haverá uma decisão sobre a convocação extraordinária do Congresso. Ele criticou a extensão do recesso parlamentar, que considera muito longo, e defendeu mudanças. Oficialmente, os parlamentares entram em recesso em 15 de dezembro e só retornam para o novo ano legislativo em 15 de fevereiro. Em julho, o calendário prevê mais 30 dias. ?Não sou favorável ao fim do recesso. Parto da idéia de que o recesso é necessário, mas que ele é muito longo e precisamos encontrar uma solução, para que seja mais razoável. E isso vale não apenas para o Legislativo, mas também para o Judiciário?, disse Aldo. O presidente informou que já há proposta de emenda constitucional em tramitação que propõe alterações, mas que só no ano que vem deve ser discutida. ?Não podemos fazer isso neste fim de ano, quando há outras matérias em pauta. Deve ser feito em conjunto com os demais poderes?. Aldo disse acreditar que o Congresso tem possibilidades, apesar das pressões da oposição, de votar o orçamento até o fim do ano. ?Não há por que duvidar disso?, afirmou. Segundo o presidente, o maior problema é que a lei orçamentária não é discutida ao longo do ano, mas apenas no apagar das luzes. Aldo afirmou ainda que a decisão de manter ou não a regra da verticalização das coligações, que subordina as alianças regionais à nacional, cabe ao plenário. ?No que dependia da presidência, que era pôr a matéria em pauta, isso foi cumprido. A votação, naturalmente, não depende apenas da presidência da Câmara, há mais 512 deputados dispostos a fazer essa análise?.

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