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Presidente do IZP afasta diretor suspeito

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| PETRÔNIO VIANA Repórter O diretor-administrativo e financeiro do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), Ivanerges Amâncio de Amorim, foi afastado de suas funções na tarde de ontem. Amorim foi o responsável pela instalação de uma escuta telefônica em uma das recepções do IZP, supostamente para monitorar uma recepcionista com quem teve um relacionamento amoroso e que atualmente o está processando por assédio sexual. O presidente do IZP, Luciano Rocha, publicou na edição de ontem do Diário Oficial do Estado a composição da comissão de sindicância que vai apurar a instalação do grampo. O diretor da Rádio Difusora AM, um dos veículos de comunicação que compõem o IZP, Ricardo Teles Gomes, será o presidente da comissão. Ele será auxiliado por Mário Sérgio Quintela Fonseca e Maria Tereza de Medeiros. Ainda ontem, Amorim voltou a ameaçar um recepcionista da TV Educativa, Dorcivan dos Santos Leite, que descobriu a escuta telefônica. De acordo com Dorcivan, da primeira vez que as ameaças foram feitas, Amorim teria dito que ele ?iria assumir a responsabilidade pelo que havia dito?. Ontem, por telefone, Amorim disse que Dorcivan estava ?falando demais?. O recepcionista contou que Amorim está ?acostumado a se meter em confusão?. ?Da última vez que ele teve um caso com uma funcionária, ela foi demitida e a pessoa que morava com ela foi ameaçada?, disse. Dorcivan não acredita que Amorim seja capaz de prejudicá-lo ?depois que todo mundo ficou sabendo do que ele fez?. O funcionário disse que vai consultar um advogado sobre a possibilidade de abrir um processo na Justiça contra Amorim. ### Varredura nos telefones para checar escutas O afastamento de Ivanerges Amâncio de Amorim foi comunicado na reunião de ontem entre a direção do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) e a diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), onde foram apresentadas as medidas que a direção do órgão pretende tomar para resolver a situação. De acordo com o IZP, o afastamento de Amorim foi determinado como forma de punição e para evitar que o diretor atrapalhe as investigações do caso. Para deixar o cargo comissionado de diretor, bastava uma decisão do presidente do órgão, mas para demitir Amorim do cargo efetivo que ocupa, será necessária a conclusão da sindicância, que tem prazo de 30 dias para as investigações. A possibilidade de Amorim voltar ao cargo é remota. O presidente do IZP, Luciano Rocha, também determinou que fosse feita uma auditoria em todos os telefones do órgão, como foi solicitado pelo Sindjornal. O receio é de que outros ramais, principalmente das redações dos veículos de comunicação, estejam grampeados. A primeira reunião da comissão de sindicância acontece na próxima segunda-feira. A comissão vai verificar se existe necessidade de acionar a polícia ou convocar peritos para auxiliar nas investigações. Os outros dois citados no caso, o recepcionista Dorcivan dos Santos e a recepcionista identificada como Carol, também foram afastados das funções mas, de acordo com o presidente do IZP, para ?preservar e resguardar? a imagem de ambos. O Sindjornal pretende cobrar a apresentação dos resultados da apuração interna dentro do prazo de 30 dias. |PV

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