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Bras�lia vai enviar refor�o, diz Savastano

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| ODILON RIOS Repórter O secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, disse ontem que o governador Ronaldo Lessa (PDT) falou ontem com o Ministério da Justiça sobre o reforço na vigilância do traficante Fernandinho Beira-Mar na sede da Polícia Federal, em Jaraguá. De acordo com o secretário, Lessa obteve como resposta que a segurança do prédio será reforçada com a vinda de um contingente de policiais federais de outros estados. ?O Ministério ficou de tomar todas as providências para reforçar o contingente da Polícia Federal, para não incomodar as polícias do Estado?, disse o secretário. Não foram adiantados números. Até o início da noite de ontem, o secretário dizia que a Superintendência da PF, em Brasília, estava tentando contato com o governador. Savastano informou não saber o assunto. Até o fechamento desta edição, a reportagem não foi informada sobre o contato. PF não sabe Ontem, a Gazeta conversou com o superintendente em exercício da PF alagoana, Arivaldo Marques. Ele disse que até o final da tarde de ontem não havia recebido informações sobre o ?novo reforço na segurança por causa de Beira-Mar?. ?O reforço que pedimos está sendo recebido normalmente?, apontou. Semana passada, os policiais federais enfrentavam uma dificuldade no prédio da polícia: a falta de segurança, que só foi liberada na sexta-feira passada, três semanas após a vinda do traficante para o Estado e um dia após uma determinação do Conselho Estadual de Justiça e Segurança Pública solicitando a transferência dele de Alagoas. Além disso, parte da cúpula da PF, segundo apurou a Gazeta, havia entrado em férias, aumentando a expectativa de um possível plano de fuga de Beira-Mar, considerado um dos traficantes mais perigosos do país. PGE O procurador geral do Estado, Wilson Protásio, explicou ontem que o governo tenta ainda esta semana a transferência do traficante carioca para outro Estado. Para isso, ele solicitou cópia de uma Ação Civil Pública ao governo de Santa Catarina. Esse Estado foi o penúltimo local onde o traficante esteve preso. O escritório do governo alagoano, em Brasília, também está tentando uma cópia da ação. Além disso, Protásio informou que a PGE estuda mais duas possibilidades, mas não quis divulgá-las. ?Uma delas, acredito, não tem consistência?, esclareceu. Porém, confirmou que a ?saída mais definitiva? será a Ação Civil Pública. ?Estamos com a Procuradoria Judicial praticamente parada, só com isso. Esse é o assunto número zero?, analisou. Ele informou, ainda, que a procuradoria trabalha com prazo dado pelo governo para transferência de Beira-Mar: ?A idéia é de que ele saia ontem?, apontou. ### Beira-Mar, hóspede que ninguém quer O traficante Fernandinho Beira-Mar foi transferido de Santa Catarina a Alagoas em novembro depois que aquele Estado entrou com uma Ação Civil Pública no Supremo Tribunal Federal, exigindo a transferência do traficante. Antes que a ação fosse julgada, Beira-Mar veio para a carceragem da Polícia Federal, em Alagoas. Em abril de 2003, sob o pretexto que a PF alagoana era uma das sedes mais seguras do País, o traficante foi transferido para o Estado, com um plano de segurança rigoroso: reforço do Bope, barricadas nas ruas, além de controle do trânsito na Rua Walter Ananias, diante do prédio-sede da PF, em Jaraguá. Desta segunda vez, o governador Ronaldo Lessa (PDT) pediu ?compreensão? para a estada do traficante na PF alagoana e se disse aliado do governo federal ao ?colaborar? na área de segurança pública. Depois, Lessa disse que o ?Estado não tem obrigação? de oferecer reforço da Polícia Militar ao prédio da PF. Em novembro, o governador também não aceitou reforçar a segurança de Beira-Mar com PMs alagoanos. Semana passada, o Conselho de Justiça e Segurança Pública comunicou ao governador que Beira-Mar não é aceito no Estado. |OR

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