Política
Casal promete investir R$ 4,5 milh�es
| PETRÔNIO VIANA Repórter A Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do Estado (Casal) pretende fazer, em 2006, um investimento de cerca de R$ 4,5 milhões no sistema de fornecimento de água do Pratagy. Os recursos, oriundos do governo do Estado e da própria Companhia, vão se somar aos R$ 70 milhões empenhados pelo governo federal para investimentos na obra, que já se arrasta por mais de 20 anos. O presidente da Casal, Jorge Briseno, espera que os recursos sejam suficientes para a conclusão do sistema. Briseno contou que, no momento, o sistema Pratagy opera com um sexto de sua capacidade, ou seja, com apenas um conjunto de motobombas que transporta 0,3 metro cúbico de água por segundo. Segundo Briseno, um segundo conjunto de bombas está em fase de testes e, quando instalado, possivelmente em 15 dias, aumentará o fornecimento para 0,6 metro cúbico por segundo. Quando estiver concluído, com a instalação dos seis conjuntos de bombas, o sistema terá capacidade para transportar 2,16 metros cúbicos de água por segundo, o que representa a mesma quantidade fornecida pelos poços instalados e pelos sistemas do Cardoso e da Aviação. ?Com a conclusão do sistema Pratagy, o fornecimento de água em Maceió será duplicado. Com a instalação do segundo conjunto de bombas, a possibilidade de racionamento de água no Barro Duro e adjacências ficará afastada?, informa o presidente da Casal. O sistema Pratagy, no momento, alcança a saída da Avenida Menino Marcelo, no Barro Duro, abastecendo com linhas de água já existentes o sistema do Reginaldo. Com a ampliação, o sistema vai lançar água nos reservatórios do Jacintinho, Feitosa e Cruz das Almas. ?Com a liberação dos recursos que foram empenhados pelo governo federal, o governo do Estado terá a possibilidade de instalar os outros quatro equipamentos que faltam, fazer a barragem e instalar as linhas que faltam para a interligação do sistema?, planeja Briseno. Os recursos empenhados pelo governo federal vão servir também para a substituição de 120 quilômetros de instalações de ferro fundido, já identificados pelos técnicos da Casal, que estão em atividade há cerca de 45 anos. ?Essas instalações ficam na orla lagunar e apresentam diâmetros insuficientes e grandes obstruções que afetam o fornecimento?, explicou Briseno. ### Tubos do Pratagy também leiloados O ex-presidente da Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento de Alagoas (Casal) e atual secretário de Infra-Estrutura do Estado, Fernando Souza, no depoimento que prestou à comissão especial formada pela Assembléia Legislativa do Estado (ALE) para investigar a suposta venda dos tubos da adutora Belo Monte-Jacaré dos Homens, revelou que foram vendidos, no leilão realizado pela Casal em 2003, alguns tubos comprados para o sistema Pratagy. A revelação causou espanto nos membros da comissão pelo fato de o sistema ainda estar em construção e por ser um projeto do governo federal. Segundo o atual presidente da Casal, Jorge Briseno, os tubos vendidos no leilão não tinham mais possibilidade de utilização na obra. ?O sistema Pratagy ficou paralisado por 20 anos. Alguns tubos foram adquiridos, mas não foram instalados. Esses tubos ficaram com o revestimento corroído, empenados ou danificados. Esses canos foram negociados no leilão realizado em 2003?, explicou Briseno. CPI Em 2006, a Casal será alvo das investigações de uma comissão parlamentar de inquérito dentro da ALE. O requerimento para criação da CPI foi um dos resultados das investigações em torno da adutora Belo Monte-Jacaré dos Homens. A intenção dos deputados é investigar todas as medidas administrativas tomadas pela Casal nos últimos anos, no sentido de descobrir as causas do rombo de quase R$ 700 milhões nos cofres da companhia, que impede a tomada de empréstimos e realização de convênios. |PV