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Come�a a varredura nos telefones do IZP

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| PETRÔNIO VIANA Repórter A varredura nos ramais e linhas telefônicas do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), motivada pela descoberta de uma escuta telefônica em uma das recepções do órgão, teve início na tarde de ontem. Na semana passada, a Telemar já havia realizado a vistoria externa nos telefones do IZP. De acordo com presidente do IZP, Luciano Rocha, o resultado da vistoria externa foi positivo. ?A Telemar constatou que o sistema usado no IZP é moderno, de 2 gigabytes, e por isso não haveria condições de colocar nada de grampo?, disse Rocha. O laudo da vistoria deverá ser entregue à direção do IZP na próxima quinta-feira. Segundo o presidente do IZP, a Telemar não cobrou nada para realizar a vistoria externa. A vistoria interna, no entanto, que está sendo realizada pela empresa MG Engenharia, indicada pela Telemar, vai custar cerca de R$ 600,00 ao órgão. Na opinião de Rocha, o valor é baixo. ?A gente esperava que fosse mais caro?. A varredura interna começou a ser feita pelos prédios adjacentes do IZP, para só então ser realizada no prédio onde funciona o setor administrativo do órgão. O trabalho deve ser concluído ainda nesta semana. Luciano Rocha enfatizou que a decisão de fazer a varredura nos telefones do IZP partiu dele, e não por qualquer pressão exercida pelo Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), que demonstrou preocupação pelo ocorrido. Rocha informou também que a comissão de sindicância que investiga a instalação do grampo já está colhendo depoimentos. O presidente do IZP informou que o principal suspeito da instalação do grampo, o ex-diretor administrativo e financeiro do órgão, Ivanerges Amâncio de Amorim, ainda não foi ouvido. O presidente da comissão, Ricardo Telles, preferiu não revelar o número de funcionários do IZP que já teriam sido ouvidos. ?Essa comissão não é para julgar ninguém e sim para fazer uma análise do que aconteceu e elaborar um relatório?, observou Telles, sem informar se Amorim já teria sido ouvido.

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