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Oposi��o acusada de saquear prefeitura

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| MAIKEL MARQUES Repórter Dois dias depois de o prefeito Marcelo Lima (PDT) reassumir o poder em Delmiro Gouveia, a prefeitura continuava fechada ao público. Segundo a assessoria de comunicação do município, ?o confisco de documentos e peças de computadores? feito pelo grupo político do ex-prefeito Marcos Costa ? que só ficou um dia no poder ? impediu o trabalho dos servidores. ?Não há condições de atendimento ao público em setores como finanças e arrecadação de tributos, por exemplo. O grupo que assumiu o poder por algumas horas deixou muita bagunça?, explicou a jornalista Veruska Alcântara, secretária de Comunicação, que só conseguiu trabalhar porque sua secretaria não recebeu a ?visita do grupo político adversário?. Marcelo Lima e seus assessores acusam o grupo do ex-prefeito Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira, de ?saquear? a prefeitura durante a tarde e noite de quarta-feira e manhã de quinta-feira, quando Marcos Antônio Silva, o ?Marcos Costa?, assumiu o poder na cidade depois que a juíza Raquel Torres afastou Marcelo Lima do cargo por suposta compra de votos e abuso de poder econômico em 2004. Na quarta-feira, o TRE devolveu o cargo ao prefeito. Até 23 horas Marcelo reconquistou o cargo na tarde de quarta-feira, mas só entrou na prefeitura no fim da tarde do dia seguinte, depois que a juíza Raquel Torres concordou em designar o oficial de justiça Jair Celso Juventino para vistoriar todas as dependências da Prefeitura de Delmiro Gouveia. O trabalho de vistoria só chegou ao fim às 23h da quinta-feira. O laudo oficial sobre o que foi ou não retirado da prefeitura pelo grupo de oposição só sairá dentro de 15 dias. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura divulgou, ontem à tarde, que a contabilidade, o setor de compras, a Junta Militar, o gabinete do vice-prefeito e a assessoria jurídica ?estão inviáveis? em virtude do ?confisco? de peças como o disco-rígido, que armazena informações no computador. Segundo a Assessoria de Comunicação, dos 80 processos licitatórios abertos em 2005, só 26 ficaram na prefeitura: os outros foram levados. Objetos pessoais do prefeito Marcelo Lima teriam sido jogados dentro de um vaso decorativo. ?Os quadros com a foto oficial do prefeito desapareceram?, confirmou a secretária de Comunicação. ### Talões de cheques também sumiram A Gazeta apurou ontem que as contas da Prefeitura no Banco do Brasil e na Caixa Econômica permaneciam bloqueadas até ontem à tarde, por causa do sumiço de talões de cheques que estavam guardados na tesouraria da prefeitura. Fechaduras de diversas portas também teriam sido arrombadas quando as chaves não eram encontradas. Até ontem à tarde, não havia previsão de quando o prédio da prefeitura será reaberto ao público. Pelo segundo dia consecutivo, funcionários ?deram expediente? na porta da prefeitura. Não tinham o que fazer senão jogar conversa fora. Marcelo Lima também vai solicitar vistoria nas secretarias de Educação, Saúde, Meio Ambiente, Ação Social, Infra-Estrutura, Agricultura, Cultura, Turismo e Esportes. Quando tiver em mãos o laudo oficial sobre a vistoria, a assessoria jurídica do prefeito Marcelo Lima pretende acionar na justiça os responsáveis pelo confisco de documentos e materiais pertencentes ao poder público municipal. |MM

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