Política
MPE demite os �ltimos 17 parentes
| PLÍNIO LINS Editor de Política Desde ontem, não há mais nepotismo no Ministério Público Estadual (MPE) de Alagoas ? pelo menos oficialmente. Saíram publicados no Diário Oficial do Estado os atos de exoneração dos últimos 17 parentes de procuradores ou de promotores de Justiça que tinham cargos em comissão no MPE graças aos laços familiares. Eles haviam sido nomeados sem concurso ? cada procurador indica livremente quatro assessores para seu gabinete ? e não tinham as obrigações dos servidores efetivos (concursados), como a assiduidade ao local de trabalho ou bater ponto nos horários de expediente. Seus salários variavam entre R$ 1.100 e R$ 2 mil. Com a demissão dos 17 últimos comissionados, fecha-se a conta de 60 parentes que detinham empregos no Ministério Público de Alagoas ? provavelmente a maior concentração relativa de nepotismo no País. O Espírito Santo, pelos primeiros levantamentos, era o segundo, com 30 parentes empregados no MPE, metade dos de Alagoas. OS EXONERADOS São os seguintes os 17 parentes de procuradores ou de promotores de Justiça que foram exonerados ontem, na última leva de demissões: Cristiano Machado Tavares Mendes, Edite Tavares Malheiros, João Eduardo Tavares Malheiros, Ana Maria Maia de Macedo, Thiago Maia Macedo Nogueira, Daniel de Macedo Fernandes e Silva, Yanne Maria Lopes Marinho Barbosa, Martha Maria Moreira de Almeida, Andréia Maria Sarmento Méro, Luana Rodrigues de Araújo, Cícero Moreira da Silva, Sidrack José do Nascimento Júnior, Anna Carla de Souza Reis Malta Marques, Carlindo Barbosa Carnaúba, Sílvia Maria de Menezes Ferreira, Luciana Pereira de Lima e Laís Lima de Souza Leão. As demissões começaram no último dia 3, por força da resolução nº 1 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que proibiu a nomeação, para cargos comissionados, de parentes em linha direta ou colateral, até o terceiro grau, de promotores, procuradores de Justiça e ocupantes de cargos de direção no Ministério Público federal e estadual. A resolução do CNMP, publicada em 14 de novembro do ano passado, deu prazo de 60 dias (vencido dia 13) para a exoneração de todos os comissionados que se enquadrassem na proibição. Dos 17 procuradores de Justiça de Alagoas, 16 haviam nomeado parentes para cargos comissionados. A exceção foi o procurador-geral de Justiça, Coaracy da Fonseca. No mesmo Diário Oficial de ontem, entre as três nomeações de novos comissionados, estava a de um assessor que havia sido exonerado no mesmo dia: Daniel de Macedo Fernandes e Silva. Ele perdeu o cargo de assessor administrativo, símbolo AS-3, e ganhou o de assessor técnico, símbolo AS-2. Os outros dois nomeados foram Vanessa Maria Sampaio Lopes Vilanova e Carlos Eduardo Pedrosa Diógenes. Pelas normas do CNMP, os novos comissionados têm que assinar uma declaração atestando que não têm parentesco com procuradores ou promotores, até o terceiro grau.