Política
Verba extra compra comida para presos
| ODILON RIOS Repórter Depois da denúncia de que cerca de 500 presos, em delegacias da Polícia Civil no Estado, passam por dificuldades de alimentação ? situação reconhecida pelo secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, e pelo próprio governador em exercício Luis Abílio (PDT) ? a Secretaria Executiva da Fazenda (Sefaz) anunciou ontem que vai liberar uma verba emergencial para a compra de alimentos nas delegacias. A informação foi dada pela Agência Alagoas, site do governo estadual, no fim da tarde. Apesar de garantir a liberação da verba, o governo, por meio da Sefaz, não informou quanto será destinado à compra de comida para os presos, nem quando a verba vai chegar às delegacias. ?Estamos procurando uma forma de resolver a questão, uma vez que o orçamento para alimentação de presos fica com a Secretaria Executiva de Ressocialização?, disse Abílio, segundo a Agência Alagoas. Na semana passada, em entrevistas à imprensa depois que o problema foi divulgado, Abílio reconheceu a situação de carência alimentar nas delegacias e pediu uma solução rápida para a situação. Ao anunciar ontem a liberação dos recursos, o governo também não informou de onde virá a verba. Mudança Na semana passada, Luis Abílio disse que convocaria reunião para resolver o assunto, com a cúpula da Secretaria de Defesa Social. A estratégia mudou durante o dia de ontem, optando-se pelo anúncio de verba emergencial. Ontem, Savastano, por intermédio de sua assessoria, informou que, em dezembro, o diretor geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, havia encaminhado ofício solicitando crédito extra no orçamento, no valor de R$ 105 mil, por mês. Levantamento realizado, em dezembro, pela Direção Geral da Polícia Civil mostrou que existiam 470 presos no Estado. Os números são flutuantes, segundo a SDS, por causa do entra-e-sai de presos: 360 em delegacias regionais, localizadas no interior alagoano, e 110 nas delegacias especializadas, na região metropolitana de Maceió. A Defesa Social estima que existem, em média, quinhentos presos no Estado. ### Alagoas vai aprender com Pernambuco O secretário de Agricultura de Pernambuco, Roberto Rodrigues, e o presidente da Agência de Defesa Agropecuária daquele Estado, Jair Fernandes, estarão no plenário da Assembléia Legislativa de Alagoas, no próximo dia 30, para uma exposição e debate sobre como o governo pernambucano conseguiu a mudança de classificação, no Ministério da Agricultura, em relação à febre aftosa. Esta foi uma das decisões anunciadas ontem, numa reunião do governo pernambucano com uma comitiva de pecuaristas alagoanos, da qual participou o deputado estadual Francisco Tenório (PMN), em Recife. Os alagoanos tomaram conhecimento de uma portaria que será baixada no próximo dia 27, disciplinando o trânsito de animais no território pernambucano. Francisco Tenório, que serviu de interlocutor entre o setor pecuarista de Alagoas com o governo de Pernambuco, disse que a portaria já contém restrições quanto ao gado e aos subprodutos gerados em Alagoas. ?A portaria só permite a presença do gado alagoano com a documentação emitida pela Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas, bem como da agência de Pernambuco?, explica o parlamentar. De acordo com a portaria, o animal sem o documento é considerado de origem desconhecida e deve ser abatido. No caso do leite ou de seus derivados, o produto também deve possuir documentação que ateste o controle de doenças como a brucelose. Caso a documentação não seja apresentada, o produto deve ser imediatamente destruído. As medidas visam preservar o conceito emitido recentemente pelo governo federal para Pernambuco, quando decidiu mudar a classificação de ?zona de risco desconhecido? ? que é a situação atual de Alagoas ? para ?zona de risco médio? da aftosa. A recente criação da Adeal visa conseguir para Alagoas a mesma classificação conseguida por Pernambuco. Pelo fato de Alagoas ainda ser considerada zona de risco desconhecido, o gado e os produtos gerados a partir da carne animal e do leite não podem transitar por outros estados. Toda a produção alagoana deve ficar no próprio território alagoano. Participaram da reunião em Recife o secretário da Agricultura, Kleber Torres, o presidente da Adeal, Hibernon Cavalcante, o presidente da Associação dos Criadores, Edílson Maia, e pecuaristas alagoanos, além de Francisco Tenório. A sessão da ALE do dia 30 pode ter a presença do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel. |OR