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Morte de Bar�-Cola teve motivo pol�tico

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| REGINA CARVALHO Repórter A repercussão do assassinato do segurança da Assembléia Legislativa (ALE) e líder comunitário Edvaldo Guilherme da Silva, mais conhecido como ?Baré-Cola?, será discutida hoje de manhã em uma reunião entre o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, o deputado estadual Dudu Albuquerque (PSB), membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Sindicato dos Servidores da ALE. A audiência será na Secretaria de Defesa Social (SDS) e foi marcada para discutir o andamento das investigações sobre o crime, ocorrido no último sábado, no Dique Estrada. Baré-Cola foi cabo eleitoral de diversos políticos. O mais recente deles seria o deputado estadual arapiraquense Dudu Albuquerque. ?Realmente eu estava muito ligado a ele?, confirmou o deputado Dudu Albuquerque, referindo-se a Baré-Cola. ?Estávamos fazendo um trabalho social na região do Dique Estrada. Acredito que isso despertou ciúmes em alguém?, disse o parlamentar. Motivações Dudu informou ter conhecido o líder comunitário na própria Assembléia e o convidou para trabalhar na sua campanha. ?Ninguém conseguiu entender esse assassinato. Na minha opinião, o crime foi de ordem política?, comentou Albuquerque. Para o delegado Alcides Andrade, diretor do Departamento Metropolitano de Polícia (Demep), que assumiu interinamente o caso, a única linha de investigação que se apresenta até agora é a de que o crime teve motivação política. O delegado disse ainda não ter dúvida de que o assassinato foi por encomenda. ?No momento, a única linha que se apresenta é a de motivação política. Essa é a mais forte. Mas não podemos descartar outras que possam aparecer. Pelas características do crime, não tenho dúvida de que foi por encomenda?, disse Alcides Andrade. O deputado Albuquerque disse que sua candidatura estava ganhando adesão de moradores do Conjunto Joaquim Leão, onde Baré-Cola residia e foi assassinado, e que talvez isso tenha incomodado alguém. ?Nosso nome estava crescendo no bairro, por conta do trabalho social?, disse o deputado arapiraquense. ### Testemunha descreve autor dos disparos Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola, já havia iniciado seu trabalho como cabo eleitoral de Dudu Albuquerque para as eleições deste ano. Este teria sido o motivo da sua morte, segundo revelou sua viúva, Ana Adília Rocha. Baré-Cola também possuía uma rádio comunitária, a Mundaú FM. Nas portas de muitas casas no Joaquim Leão, Vergel, Trapiche e Ponta Grossa há adesivos de Dudu Albuquerque. ?É uma tradição minha trabalhar com associações comunitárias, como sempre fiz em Arapiraca. Tenho vários líderes trabalhando para mim?, confirma Dudu. Ontem, o delegado Alcides Andrade ouviu a viúva de Baré-Cola, Ana Adília, e uma testemunha que foi mantida em sigilo, que descreveu as características físicas do autor dos oito disparos que mataram Baré. ?A viúva reforçou que ele não tinha inimigos. E a testemunha descreveu as características do homem que atirou. Outras pessoas também viram, já que havia muita gente no campo de futebol quando o Baré foi assassinado?. Embora seja do conhecimento do próprio delegado que Baré tinha ligações com pessoas influentes ? e pode ter provocado ódio em outras ?, até ontem não havia previsão para depoimentos de políticos. ?Ainda é prematuro ouvir algum deles. Tem muita testemunha para ser ouvida nos 30 dias do inquérito?. |RC

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