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Política

Caso Bar�-Cola: testemunhas dep�em

| ODILON RIOS Repórter O diretor do Departamento Metropolitano de Polícia (Demep), delegado Alcides Andrade, ouviu ontem mais duas testemunhas no assassinato do segurança da Assembléia Legislativa e líder comunitário, Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-

Por | Edição do dia 19/01/2006 - Matéria atualizada em 19/01/2006 às 00h00

| ODILON RIOS Repórter O diretor do Departamento Metropolitano de Polícia (Demep), delegado Alcides Andrade, ouviu ontem mais duas testemunhas no assassinato do segurança da Assembléia Legislativa e líder comunitário, Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola. Uma das testemunhas é policial civil. O nome de ambas está sendo preservado “para evitar pressões”, segundo Andrade. O policial civil, segundo o diretor do Demep, teria presenciado o crime. Baré-Cola recebeu oito tiros, no último sábado, enquanto assistia a um jogo de futebol, no campo do São Paulo, a 50 metros da sua residência, no Conjunto Joaquim Leão, no Dique Estrada. “Toda informação é bem-vinda, é um quebra cabeça em que estamos juntando peças e acreditamos que iremos chegar aos elementos que cometeram o crime”, disse Andrade. “Temos alguns indícios, que não podemos dizer ao público, mas acreditamos que a coisa está evoluindo bem”. A viúva de Baré-Cola, Ana Adília, também foi ouvida ontem pelo diretor do Demep. Ela disse à Gazeta que seu marido, nos últimos anos, só havia trabalhado como cabo eleitoral para três parlamentares: o deputado estadual Temóteo Correia (PMN), o vereador Walter Laranjeiras, o Toroca (PTB), e o deputado Dudu Albuquerque (PSB). Ela reiterou que acredita que o crime “teve motivação política”, mas não identificou se foram parlamentares da Assembléia Legislativa ou da Câmara de Vereadores da capital poderiam estar envolvidos no crime. “Quando falo políticos é de modo geral, Câmara, Assembléia, tudo”, informou. ### Deputado pede quebra de sigilo de Baré Ontem pela manhã, além da viúva de Baré Cola, o deputado estadual Dudu Albuquerque esteve na sede da Secretaria de Defesa Social, no Farol, para conversar com o diretor do Demep. De acordo com o deputado, ele teria ido pedir ao delegado a quebra do sigilo telefônico do líder comunitário assassinado “para ver se tinha alguma ligação suspeita”, completou Albuquerque. A viúva também afirmou que o motivo da visita seria acompanhar o caso e pedir ao diretor do Demep a quebra do sigilo telefônico de Baré-Cola. Andrade argumentou que, por enquanto, o sigilo telefônico de Baré-Cola não será quebrado. “Isso necessita de uma fundamentação para o juiz do caso. Até o presente momento é prematuro. Vamos reunir todos os elementos e verificar se a quebra é importante. Se for, com certeza, vamos pedir”, contou. Em declarações anteriores, a polícia e a viúva disseram que Baré-Cola estava trabalhando para Albuquerque, e isso teria irritado políticos que buscam votos em seus redutos. |OR

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