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Coaracy defende interven��o federal

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| LUIZA BARREIROS Repórter O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy da Fonseca, defendeu ontem à tarde uma intervenção federal na segurança pública de Alagoas. Segundo ele, essa seria a única forma de garantir um combate efetivo à criminalidade, já que falta à polícia de Alagoas ?determinação, força e coragem para investigar a fundo crimes emblemáticos ocorridos no Estado?. As declarações foram dadas antes do anúncio de substituições na cúpula da segurança pública estadual. O governador em exercício, Luis Abílio, disse à noite que a intervenção federal ?é absolutamente descabida?. Fonseca disse que a segurança pública do Estado foi ?desmoralizada? pelo assalto ocorrido na madrugada de ontem à casa de veraneio do presidente do Tribunal de Justiça (TJ-AL), desembargador Estácio Gama. Antes, pela manhã, em entrevista à Rádio Gazeta, Coaracy Fonseca disse não acreditar que o incidente violento na casa de praia do presidente do TJ tenha sido ?um simples assalto?. ?Foi uma afronta à segurança pública e às autoridades de Alagoas?, resumiu. Para o procurador-geral, ?quem tem o mínimo de vivência na área de segurança sabe que ladrão procura facilidade?. ?Um ladrão dificilmente assaltaria uma casa com seguranças presentes, como ocorreu. Isso mostra que foi uma ação premeditada com o objetivo de desmoralizar a segurança pública de Alagoas, e necessita de uma ação forte do Estado?, disse o procurador. Coaracy afirmou não acreditar que a escolha da casa de praia do presidente do TJ tenha sido uma ?coincidência?. ?Acredito que eles queriam atingir o presidente do TJ, da mesma forma que atingiram um juiz na Barra de São Miguel?, afirmou. ?Isso não é por acaso. Isso é feito por gente do sistema?, acusou. ### Chefe do MPE vê semelhança com casos Fidélis e Belém Coaracy Fonseca comparou o assalto ocorrido na casa de praia do presidente do TJ aos assassinatos do preso Fernando Fidélis e do pistoleiro Cícero Belém, no ano passado. ?Até hoje esses assassinatos, que são ações do crime organizado, estão sem solução e não temos uma intervenção forte da Polícia Federal, mesmo após o pedido feito pelo governador Ronaldo Lessa?. ?alguém com poder? Para ele, há ?alguma pessoa com muito poder no campo político ou empresarial? por trás desses crimes até hoje insolúveis. ?A Polícia Civil não tem disposição nem coragem para apurar profundamente esses crimes. Eu estou sugerindo aos promotores que acompanham as investigações ? só sugerindo, porque eles têm autonomia ? que se afastem dos casos?, contou. Biografias ?O governador Ronaldo Lessa e o vice-governador Luis Abílio não podem deixar que suas biografias sejam manchadas por esse banho de sangue que é comandado por gente que tem poder em Alagoas?, afirmou o chefe do Ministério Público Estadual. O procurador-geral de Justiça disse ainda que ?as rédeas da segurança? precisam ser tomadas já a partir de agora. ?Temo pelo que pode acontecer daqui em diante?, alertou. ?Não tenho confiança na Polícia Militar e na Polícia Civil, da forma como a coisa está sendo conduzida. A Secretaria [de Defesa Social] é hoje um corpo sem cabeça?, afirmou. Demissões No fim da tarde, o governo estadual anunciaria que o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, havia sido demitido e substituído pelo coronel Ronaldo dos Santos. O comandante da PM, coronel Edmilson Cavalcante, também perdeu o posto: ele agora é do coronel Acírio. |LB

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