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Nº 5730
Política

Cidades do sert�o v�o ganhar cisternas

| PETRÔNIO VIANA Repórter As entidades que representam os pequenos agricultores da região do semi-árido alagoano foram informadas, em uma reunião realizada ontem com o secretário executivo de Defesa Civil, o coronel do Corpo de Bombeiros Jair Cordeiro,

Por | Edição do dia 31/01/2006 - Matéria atualizada em 31/01/2006 às 00h00

| PETRÔNIO VIANA Repórter As entidades que representam os pequenos agricultores da região do semi-árido alagoano foram informadas, em uma reunião realizada ontem com o secretário executivo de Defesa Civil, o coronel do Corpo de Bombeiros Jair Cordeiro, que serão distribuídas 500 cisternas entre os municípios com situação de emergência decretada por causa da seca. A iniciativa não é do governo do Estado, mas sim da Braskem, indústria petroquímica instalada em Maceió. O secretário criticou a ida ao seu gabinete do grupo de representantes ligados ao movimento Articulação do Semi-Árido (ASA). Para o coronel, o grupo “não tinha conhecimento das medidas adotadas pela Defesa Civil no interior do Estado”. “Nós criamos núcleos nas cidades do interior para dar orientações, fazer levantamentos. Aí chega esse pessoal aqui fazendo críticas à Defesa Civil, dizendo que ela não faz nada. Eles deviam primeiro tomar conhecimento dos procedimentos”, reclamou Cordeiro. De acordo com o secretário, a Defesa Civil está aguardando que a indústria entregue as cisternas para que a instalação possa começar. Cordeiro informou que já foram feitos levantamentos das áreas onde as cisternas poderão ser instaladas, mas os municípios ainda não foram definidos. Algumas prefeituras têm resistido à idéia de receber as cisternas. O número de cisternas para cada cidade será definido a partir da gravidade da situação verificada. O Estado possui hoje 30 municípios em situação de emergência. O secretário Jair Cordeiro não soube informar o número de famílias que têm sofrido com a seca em Alagoas. Simone Lopes, integrante do Movimento de Pequenos Agricultores de Igaci (MPA), entidade que compõe a ASA, considera que a reunião com o secretário de Defesa Civil “poderia ter sido melhor”. Na opinião dela, o ponto positivo do encontro foi perceber que a Defesa Civil “não está tão distante”. “Não ficamos muito animados”, comentou. Segundo Simone Lopes, as entidades que representam os agricultores entendem que a Defesa Civil estadual tem limitações impostas por sua coordenação nacional. As entidades entregaram ao secretário um documento solicitando medidas emergenciais e a realização de uma auditoria pública nos municípios que têm sofrido com a seca. Segundo ela, Cordeiro se comprometeu a enviar o documento para a coordenação nacional de Defesa Civil, mas não garantiu a realização da auditoria.

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