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Nº 5730
Política

Celso confirma hoje apoio do PMN a Lyra

| LUIZA BARREIROS Repórter Se o roteiro traçado até a noite de ontem não sofrer nenhuma grande e inesperada reviravolta, o PMN do deputado estadual Celso Luiz – e de outros 15 deputados estaduais – confirmará hoje pela manhã o apoio à pré-candidatura do

Por | Edição do dia 03/02/2006 - Matéria atualizada em 03/02/2006 às 00h00

| LUIZA BARREIROS Repórter Se o roteiro traçado até a noite de ontem não sofrer nenhuma grande e inesperada reviravolta, o PMN do deputado estadual Celso Luiz – e de outros 15 deputados estaduais – confirmará hoje pela manhã o apoio à pré-candidatura do deputado federal João Lyra (PTB) ao governo do Estado. Em retribuição ao apoio – e aos votos do grupo –, o partido de Celso Luiz reivindica, e deve ganhar, a indicação do candidato a vice-governador na chapa. Até ontem, eram muito fortes as indicações de que o próprio Celso Luiz seria o nome indicado para compor a chapa, trocando a candidatura à reeleição para deputado pela disputa da chapa majoritária como vice de João Lyra. Pelo que foi preestabelecido ontem, o grupo de 16 deputados do PMN se reunirá, por volta das 10 horas, em um hotel da orla. Antes, a reunião estava marcada para a Assembléia, mas o local foi mudado para garantir maior visibilidade ao evento, até agora o de maior importância do período de pré-campanha. Pelo que foi combinado pelo grupo, a reunião a portas fechadas oficializará o apoio ao pré-candidato do PTB e, em seguida, o próprio João Lyra será chamado ao local para ser “comunicado” da decisão. QUEM SÃO Além dos 16 deputados com mandato, o PMN fechou um “chapão” com mais nove candidatos a deputado estadual, o que confere importância e principalmente densidade eleitoral ao apoio: serão 25 candidatos. Além de Celso Luiz, fazem parte do chapão do PMN os deputados Arthur Lira, Cícero Ferro, Cícero Amélio, João Beltrão, Isnaldo Bulhões, Francisco Tenório, Sérgio Toledo, Marcos Ferreira, Nelito Gomes de Barros, Fernando Duarte, Luiz Pedro, José Pedro da Aravel, Alves Correia, Gervásio Raimundo e Gilvan Barros. Desses 16, todos titulares, só Francisco Tenório sairá candidato a deputado federal em 2006. Outros nomes considerados “de peso” que fazem parte da chapa são os suplentes de deputado estadual Antônio Holanda e Júnior Leão e a primeira-dama do município de Piranhas, Cathia Freitas – esposa do prefeito Inácio Loiola e cunhada do desembargador Washington Luiz –, além do ex-deputado federal Luiz Dantas, do ex-prefeito de Mata Grande Hélio Brandão e do proprietário dos supermercados Unicompra, Jadielson Pessoa. Durante toda a tarde de ontem, a Gazeta tentou falar com o deputado Celso Luiz, mas seus telefones estavam desligados. Assessores próximos utilizaram a estratégia de negar qualquer informação sobre o anúncio esperado para hoje, e disseram que Celso só falará com a imprensa após a reunião com os deputados do PMN. ### Renan não comenta acordo PMN-PTB PLÍNIO LINS Editor de Política O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), mantém, pelo menos publicamente, silêncio a respeito das negociações que devem resultar na confirmação, hoje, do apoio de Celso Luiz a João Lyra para o governo do Estado. Esse silêncio de Renan – peça-chave na arrumação das coligações para a eleição deste ano em Alagoas – tem deixado impacientes seus aliados políticos. O próprio Celso, ligado há muito tempo a Renan, não revela o que o senador acha de suas conversas com João Lyra. Ontem, Renan chegou a Maceió no início da tarde, vindo de Fortaleza. Seguiu direto para Arapiraca: lá era feriado e havia a procissão de Nossa Senhora do Bom Conselho, padroeira da cidade, que tradicionalmente atrai uma peregrinação de políticos. Renan chegou com os senadores Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Luiz Otávio (PMDB-PA). O presidente do Senado continuou sem comentar a aliança Celso-Lyra. Disse que, antes de anunciar se disputa ou não o governo de Alagoas, precisa resolver o problema nacional do PMDB, que faz prévias no início de março para escolher seu candidato à Presidência. Ao contrário de Renan, Téo Vilela falou. “Se Renan não quiser disputar o governo, topo ser candidato”, repetiu o tucano, que vem dizendo há semanas. A Gazeta perguntou-lhe: “Mesmo para enfrentar o deputado João Lyra?”. Vilela respondeu de pronto: “Claro que sim”. ### Lessa e Abílio também silenciam O governador Ronaldo Lessa (PDT) e o vice-governador Luis Abílio de Souza (PDT) foram procurados ontem à tarde pela reportagem da Gazeta para comentarem a notícia da possível formalização da aliança entre João Lyra (PTB) e o PMN de Celso Luiz. Foram deixados recados com assessores de ambos, mas até o fechamento desta edição, nenhum dos dois entrou em contato com a reportagem. Lessa deverá deixar o governo no próximo dia 30 de março para disputar a eleição para o Senado. Abílio é citado como opção do grupo governista para a disputa pelo governo do Estado, caso o senador Renan Calheiros (PMDB) não saia candidato. Nas duas últimas eleições para o governo – em 1998 e 2002 – Celso Luiz foi um dos mais importantes aliados políticos do governador Ronaldo Lessa, sendo creditada a ele grande parte da responsabilidade pelas vitórias consecutivas. O rompimento político entre Celso e Ronaldo ficou evidente no fim do ano passado, quando o deputado perdeu o controle que tinha sobre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Licença médica Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, Lessa vai continuar afastado do comando do governo por mais algum tempo, para uma melhor recuperação do procedimento cirúrgico a que foi submetido no último dia 6 janeiro, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Lessa foi submetido a um procedimento cirúrgico para eliminar as freqüentes dores na coluna vertebral. Foram recomendadas seis semanas de repouso. Ontem, foi publicado no Diário Oficial um termo de reassunção, mas este cumpriu apenas uma formalidade e Luis Abílio continuará no exercício do governo. |LB

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