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Candidato governista sai em 3 semanas

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| LUIZA BARREIROS Repórter O governador em exercício Luis Abílio de Souza Neto (PDT) avaliou como ?um fato político normal na democracia? o anúncio da aliança entre o PMN do deputado estadual Celso Luiz e o PTB do deputado federal João Lyra (PTB), ocorrido ontem. ?O PMN, liderado pelo deputado Celso Luiz, achou que a melhor opção era apoiar o PTB. Faz parte do processo político e democrático?, comentou Abílio. Para ele ? que se apresenta como ?candidato a candidato?, caso o senador Renan Calheiros (PMDB) não dispute o governo de Alagoas ? o fato ajudará Calheiros a tomar uma decisão. ?No momento adequado, nossas forças apresentarão seu candidato. Acho que isso acontece em duas ou três semanas. É um tempo razoável?, arriscou. Para Luis Abílio, a aliança entre João Lyra e Celso Luiz não tem o aval do senador Renan. ?Não acredito nisso. O governador Ronaldo Lessa tem um compromisso firmado com o senador, ele está sendo respeitado e nós estamos esperando pela decisão dele [Renan]?, justificou. Abílio disse ainda que, no atual momento, sua preocupação é com a governabilidade. ?Quem está no governo agora somos nós, e estamos preocupados em trabalhar. Enquanto isso, os outros fazem política?, afirmou. ?O que queremos é cumprir as metas que traçamos e manter o respeito da sociedade?, complementou. O vice-governador disse ainda que só a campanha dará oportunidade de se fazer um grande debate político. ?Quem vai decidir é a sociedade. O eleitor escolherá entre quem destruiu o nosso Estado no passado e quem está trabalhando para fazer com que o Estado dê certo?, desafiou. Apoio e votos Perguntado se o peso político do apoio do PMN ? que tem entre seus filiados 16 dos 27 deputados estaduais ? não abalaria de forma decisiva uma possível candidatura dele ou de outro governista, Abílio recorreu aos números da eleição de 1998, quando Ronaldo Lessa derrotou nas urnas o então governador Manoel Gomes de Barros, que disputava a reeleição. ?Se densidade eleitoral vencesse eleição, o Ronaldo não havia derrotado o governador Mano em 1998, que tinha apoio dos três senadores da época [Renan Calheiros, Teotonio Vilela Filho e Guilherme Palmeira], de todos os nove deputados federais alagoanos e de 25 dos 27 deputados estaduais?, lembrou. Um dos dois deputados estaduais que apoiaram Lessa foi justamente Celso Luiz. Na opinião do vice-governador, o apoio pesa, mas não é decisivo. ?Pesar, pesa. Mas não adianta ter todo o apoio político se a candidatura não tiver simpatia e respeito da sociedade?. ### Vice sustenta ser candidato a candidato Em relação às negociações que definirão o nome governista que enfrentará a ? agora mais provável ? candidatura de João Lyra ao governo, Luis Abílio disse apenas que mantém sua pré-candidatura à reeleição, como alternativa, se Renan Calheiros anunciar que não dispuitará a eleição para o governo. ?Sou candidato a candidato na hipótese de o senador Renan Calheiros não ser candidato?, disse. Sobre o fato de o senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) também se apresentar como candidato, na hipótese de Renan Calheiros não ser, Abílio negou que esteja havendo negociações para que ele desista e apóie Téo Vilela. ?Também sou candidato. Até agora não se discutiu nada nesse sentido?, disse o governador em exercício. Abílio disse ser ?candidato a candidato?, mas, segundo ele, é preciso que haja uma conjuntura política favorável. ?Só vale a pena se a candidatura for trabalhada, pensada, estudada?, avaliou. ÂNIMO Pessoas próximas ao senador Teotonio Vilela e ao vice-governador Luis Abílio garantem que, cada um a seu modo, ambos estão tomando gosto pela possibilidade de disputar o governo se Renan Calheiros realmente não quiser. No entanto, para os grupos aos quais os dois estão ligados, é certo que só uma das candidaturas pode ser levada em frente, sob o risco de dividir o eleitorado e acabar facilitando a vitória de João Lyra. Mais importante que a candidatura ao governo, estaria a viabilização da candidatura do governador Ronaldo Lessa ao Senado. Para esta se tornar viável, precisa de uma candidatura forte que garanta votos para governador. Antes de fechar com o PTB, Celso Luiz dizia apoiar Lessa incondicionalmente. Ontem, ele mudou o discurso e disse que tudo depende da convenção. |LB ### Aliados na política, rivais no futebol Se na política o deputado estadual Celso Luiz (PMN) e o deputado federal João Lyra (PTB) oficializaram ontem uma aliança que os deixará lado a lado nos palanques no período pré-eleitoral, no futebol, os dois deverão travar, em lados opostos, durante todo o ano de 2006, uma batalha pelo campeonato alagoano da Primeira Divisão. Amanhã, dois dias depois do acordo PMN-PTB, Celso e Lyra deverão estar no Estádio Rei Pelé, onde às 17 horas será realizado o chamado Clássico das Multidões ? cada um em uma torcida, ?secando? o rival. João Lyra foi presidente do CSA e, atualmente, é o patrono do clube, bancando parte das despesas e sendo um dos responsáveis ? com o ex-deputado federal Augusto Farias (PTB) ? pela composição que em outubro do ano passado elegeu Evandro Lôbo para a presidência do clube. Celso Luiz foi eleito presidente do CRB em janeiro do ano passado. Sua eleição foi resultado de uma composição da qual participaram regatianos como o ex-deputado João Neto, o ex-governador Manoel Gomes de Barros, o vereador Toroca e o desembargador Washington Luiz. Foi de Celso Luiz a responsabilidade de unir dirigentes que estavam contra e a favor do cartola Gustavo Feijó. O jogo de amanhã entre CSA e CRB terá um sentido muito especial para ambas as torcidas ? e também para seus dirigentes ? por marcar o retorno do CSA à Primeira Divisão do campeonado alagoano, quase três anos depois de ter sido rebaixado para a Segundona.|LB

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