Política
Pol�cia sabe quem matou Bar�-Cola
| REGINA CARVALHO Repórter A Polícia Civil acredita que o assassinato do cabo eleitoral, segurança da Assembléia Legislativa (ALE) e líder comunitário, Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola, está próximo de ser solucionado. Ele foi morto com vários tiros em janeiro deste ano, enquanto assistia a uma partida de futebol no Joaquim Leão. ?Temos suspeito da materialidade do crime. Foi um pistoleiro quem matou. Uma pessoa já acostumada a fazer esse tipo de serviço?, declarou o diretor do Departamento Metropolitano de Polícia (Demep), delegado Alcides Andrade. Sem querer entrar em detalhes sobre a investigação que encabeçou por 20 dias e que agora está sob responsabilidade do delegado Arnaldo Soares de Carvalho, do 3º Distrito Policial, o diretor do Demep relatou que conseguiu avançar nas diligências e deve continuar acompanhando o inquérito policial. ?A polícia está perto de quem atirou, mas é melhor não falar muito para não atrapalhar as investigações. Chegando a quem atirou, saberemos quem foi o mandante?, acrescentou Alcides Andrade. Arnaldo Soares disse que assumiu o caso essa semana, já que estava de férias, mas tem bastante informações para dar continuidade às diligências. Pelas informações que teve acesso, o delegado acredita que o assassinato do cabo eleitoral teve motivação política, tese desde o início defendida pela viúva de Baré-Cola, a cabo eleitoral Ana Adélia Rocha. Motivação política ?Não posso falar nada agora para não espantar, mas acredito que teve motivação política sim. Há a possibilidade de chegarmos aos autores materiais nos próximos dias?, lembrou o titular do 3º DP. A viúva de Baré-Cola informou que está acompanhando as investigações. ?Passei a semana toda ligando para o delegado Alcides. Ele me disse que tinha informação nova no caso, mas não disse qual seria?, detalhou Ana Adélia. Ela continua sustentando que seu marido foi morto porque estava incomodando poderosos, pelo trabalho de cabo eleitoral na região, mais precisamente nos bairros Joaquim Leão, Vergel do Lago, Trapiche e Ponta Grossa. Ana Adélia declarou ainda que há a tendência que a ?briga? por espaço político nos bairros continue mesmo com a morte de Baré-Cola, já que ela vai prosseguir com o trabalho nas comunidades, angariando votos para candidatos. ?Medo a gente sempre tem. Sei que vou comprar uma briga grande aqui. Vou continuar trabalhando para o Dudu Albuquerque (deputado estadual) e agora fechei com o Chico Tenório (também deputado estadual)?, declarou. A viúva disse acreditar no trabalho da polícia e que a Justiça será feita. ?Tenho convicção de que quem matou meu marido vai para a cadeia. Pode ser que o mandante não vá preso, mas quem atirou vai pagar pelo que fez?, detalhou. Baré-cola atuava como presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Joaquim Leão e atualmente trabalhava para o deputado estadual arapiraquense Dudu Albuquerque (PDT) e possuía uma rádio comunitária. Ana conta que por volta de uma semana após o assassinato do seu marido, um veículo desconhecido foi visto rondando as proximidades de sua residência, também no Joaquim Leão, localizada poucos metros do local onde Baré-Cola foi assassinado. ?Toda informação é bem-vinda, é um quebra-cabeça em que estamos juntando peças e acreditamos que iremos chegar aos elementos que cometeram o crime?, disse Andrade. A viúva de Baré-Cola, Ana Adília, também foi ouvida. Ela disse à Gazeta que seu marido, nos últimos anos, só havia trabalhado como cabo eleitoral para três parlamentares: o deputado estadual Temóteo Correia (PMN), o vereador Walter Laranjeiras, o Toroca (PTB) e o deputado Dudu Albuquerque (PSB).