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TJ denuncia vazamento de informa��es

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| GILVAN FERREIRA Repórter O vazamento de informações sigilosas sobre as ações do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) por setores da Polícia Militar e Polícia Civil de Alagoas provocou uma reunião de emergência, no último sábado, entre o governador em exercício Luis Abílio (PDT) e o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Estácio Gama. Segundo os juízes do NCCO, as as prisões do sargento Raimundo Edson Silva, o ?sargento Medeiros?, e do assessor parlamentar identificado como Henrique, estariam baseadas em acusações de que os dois têm envolvimento direto com uma das mais violentas e articuladas células do crime organizado em atuação em Alagoas. Pelas primeiras informações encaminhadas, em relatórios sigilosos de posse do NCCO, o grupo do sargento Medeiros e do assessor parlamentar Henrique estariam comprometido em mais de 30 homicídios e outros crimes, como roubo de carga e assaltos. O grupo teria participado do assassinato do promotor público de Cupira (PE), Rosssini Aleves, executado em maio do ano passado, em um restaurante da cidade; do amante da ex-primeira-dama de Satuba, Fátima Pedroza, Carlos André Fernandes Santos; do policial civil Robson Rui; do pistoleiro Cícero Bélem; do suplente de vereador de Paulo Jacinto, José Assunção Macedo, assassinado em Viçosa, em outubro do ano passado, além de uma série de crimes de pistolagem. Segundo um dos juízes do NCCO, os mandados de prisão de Medeiros e Henrique tinham sido entregues ao diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, e ao comandante da PM, coronel Acírio do Nascimento, para serem cumpridos, mas os dois acusados teriam sido informados antes que a operação policial fosse concretizada. ?Essa informação tinha sido repassada ao comandante da PM e ao diretor-geral da Polícia Civil, que deveriam cumpri-los. Mas, infelizmente, eles foram avisados antes e fugiram da operação policial. O que nos chamou atenção é que hoje (ontem) a advogada do sargento Medeiros apareceu no Tribunal com uma cópia do mandado de prisão. Esse fato nos trouxe a preocupação que as informações estão sendo vazadas, o que pode nos trazer problemas para nosso trabalho?, disse um dos juízes do NCCO. ### PM diz que acusado pode virar desertor O comando da Polícia Militar não assumiu a responsabilidade pelo vazamento da informação sobre a prisão do sargento Medeiros tenha sido antecipada por oficiais da PM. A informação do ?vazamento do mandado de prisão? foi confirmada à Gazeta por policiais que participaram da operação para prender o sargento Medeiros e o assessor parlamentar Henrique. A prisão do sargento Medeiros deveria ter sido cumprida pelo subcomandante Kleberon Melo, que ontem foi substituído no cargo pelo coronel Rubens Goulart. Segundo o comandante da Polícia Militar, coronel Acírio Nascimento, o sargento Medeiros tem 72 horas para se apresentar ao quartel geral da Polícia Militar. Se não cumprir esse prazo, o sargento Medeiros seria considerado desertor e passaria a responder a processo de expulsão dos quadros da PM. Sobre o afastamento do coronel Kleberon Melo do cargo de subcomandante, a assessoria da Secretaria de Defesa Social, a quem a PM é subordinada, informou que a mudança já estava programada e não teria relação com o ?vazamento? de informação que provocou a fuga do sargento Medeiros e do assessor parlamentar Henrique. Até às 21h de ontem, as polícias civil e militar não tinham informações sobre o paradeiro do sargento Medeiros e do assessor parlamentar Henrique.

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