loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

PM exonerado por descumprir mandado

Ouvir
Compartilhar

| GILVAN FERREIRA Repórter O vazamento de informações sigilosas sobre o mandado de prisão expedido por juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO), que permitiu a fuga do sargento PM Raimundo Edson da Silva Medeiros, e do assessor parlamentar Luiz Henrique de Oliveira - acusados de envolvimento em pelo menos mais de 30 homicídios em Alagoas e em outros estados do Nordeste - teria provocado a exoneração do subcomandante da Polícia Militar Kleberon Melo, que recebeu o mandado de prisão do sargento Medeiros. O comando da PM alega que a substituição do coronel Kleberon pelo coronel Rubens Goulart foi definida pela necessidade de ter no sub-comando da PM um oficial com um perfil mais operacional. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas e criador do NCCO, desembargador Estácio Gama, falou ontem que o vazamento das informações foi o principal assunto do encontro emergencial que teve com o governador em exercício Luis Abílio, no sábado, 11, dois dias após a fuga dos suspeitos. ?Eu falei com o governador Luis Abílio sobre o vazamento dessas informações das ações do núcleo. Para que o trabalho apresente resultados é necessário que se evite o vazamento de informações, e isso não aconteceu nesse caso. O vazamento se deu, pelo que eu fui informado, por um problema de hierarquia da Polícia Militar. A prisão do militar (sargento Medeiros) teria de ser feita por um oficial superior. Como houve uma certa indecisão até que definisse quem faria a prisão, deve ter havido o vazamento da informação da decretação das prisões?, revelou Gama. Reforço Ontem, o secretário de Defesa Social, coronel Ronaldo dos Santos, publicou no Diário Oficial a criação de uma ?força-tarefa? formada pelo diretor adjunto da Polícia Civil, Roberto Lisboa; o delegado regional de Arapiraca, José Lindemberg da Silva; o corregedor-geral da PM, coronel Cláudio Araújo Omena, e o corregedor do Corpo de Bombeiros Militar, Neitônio Freitas dos Santos, que terão a responsabilidade de auxiliar os seis juízes do Núcleo do Combate ao Crime Organizado. Conexão Pernambuco A delegada de Homicídios de Pernambuco, Silvana Lélis, que apura o assassinato do promotor público de Panelas (PE), Rossinne Alves, ocorrido em maio do ano passado em Cupira, chegou ontem a Maceió para investigar o envolvimento do sargento Medeiros e do assessor parlamentar Luiz Henrique, que são suspeitos de envolvimento no assassinato do promotor pernambucano. ?A morte do promotor Rossine Alves chocou a população de Pernambuco. A polícia pernambucana, a Polícia Federal e o governo do Estado têm interesse em esclarecer este crime, que chegou a ser denunciado inclusive a ONU. Nós estamos investigando o crime há nove meses e já é possível ter certeza de uma ligação entre o crime organizado de Alagoas e Pernambuco?, disse Silvana Lélis. A delegada disse que o assessor parlamentar Luiz Henrique, que é suspeito de envolvimento em mais de 30 homicídios, trabalhou como segurança do ex-pefeito de Cupira - conhecido como Dival. ?Ele (Luiz Henrique) trabalhou em Cupira como segurança do ex-prefeito Dival, que recebeu a indicação para a sua contratação pelo seu cunhado, o chefe de gabinete do deputado Francisco Tenório, Valmir dos Santos, que já foi ouvido no inquérito policial?, revelou Silvana Lélis. ### Delegada de PE ouve testemunha na PF Segundo a delegada pernambucana Silvana Lélis, ela vai ouvir hoje, em Maceió, o depoimento de uma testemunha considerada chave para desvendar as ações do grupo do sargento PM Medeiros. O depoimento da testemunha, que tem o seu nome preservado, vai acontecer na sede da superintendência da Polícia Federal em Alagoas. Silvana Lélis confirmou que o assassinato do promotor Rossinne Alves estaria próximo de ser desvendado. Ela sugeriu que já haveria elementos para comprovar as ações do crime organizado em uma conexão Alagoas-Pernambuco, o que deveria servir para um trabalho integrado dos governos de Alagoas e de Pernambuco no combate ao crime organizado. A delegada Silvana Lélis confirmou que não seria a primeira vez que vinha ao Estado de Alagoas para buscar informações sobre as ações do grupo comandado pelo sargento Medeiros e o assessor parlamentar Luiz Henrique Oliveira. A delegada disse que tentaria um encontro com os seis juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado e revelou que já havia participado de uma reunião com o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Carlos Rogério Cotta. ?Eu pretendo ter um encontro com os juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado para que possamos trocar algumas informações que eu considero fundamentais para o esclarecimento da morte do promotor Rossinne Alves e das ações do crime organizado em Alagoas e Pernambuco. Já tive um encontro com o dr. Rogério Cotta, da Polícia Federal, que tem nos ajudado nas investigações?, disse. Fuga para o Sul Ontem, a Gazeta apurou que equipes das polícias civil e militar teriam sido deslocadas para o Litoral Sul de Alagoas para tentar encontrar o esconderijo do sargento Medeiros e do assessor parlamentar Luiz Henrique Oliveira, que estariam recebendo proteção de dois parlamentares. |GF

Relacionadas