Política
Prefeito nega que tio foi beneficiado
O prefeito do município de Olivença, Jennison Oliveira de Lima (sem partido), negou ontem que tivesse declarado à Gazeta que seu tio, o ex-prefeito da cidade, Maílson Bulhões de Oliveira, estivesse incluído na relação dos beneficiados pelo Programa Bolsa-Família, do governo federal. De acordo com Jennison Oliveira, a informação teria sido ?mal interpretada?. O prefeito teria apenas comentado durante a conversa com a reportagem que seu tio era ex-prefeito de Olivença. Por outro lado, Oliveira confirmou que foram encontradas algumas irregularidades ?técnicas? na realização do recadastramento do Bolsa-Família, mas atribuiu as falhas à falta de preparo do funcionalismo público do município. ?Fizemos o recadastramento antecipado, antes que o governo federal fizesse o pedido. Como todas as prefeituras, a gente tem irregularidades técnicas. Não de má vontade, mas porque são muitas pessoas. Às vezes, a equipe faz um recadastramento meio amador, por conta da falta de capacitação principalmente dos servidores do interior?, avaliou Oliveira. ?Eu relacionei o meu tio nesse sentido, que eu tinha feito, que tinha consertado os erros e que tinha priorizado apenas as famílias carentes. Fizemos uma filtragem e hoje só as pessoas que precisam receber estão recebendo?, justificou o prefeito. Apesar das reclamações do prefeito, a Gazeta mantém as informações veiculadas em sua edição de ontem. As declarações de Jennison Oliveira foram feitas durante um evento, ocorrido na última segunda-feira, promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em parceria com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), para discutir as formas de repasse dos recursos do Bolsa-Família. Na ocasião, o prefeito de Olivença disse que ?foi feito todo o cadastro e vimos que havia pessoas irregulares. Procuravam famílias carentes e vimos que até meu tio recebia?. Além de Oliveira, outros prefeitos confessaram irregularidades na distribuição do dinheiro do programa. No encontro, os prefeitos disseram que não têm como controlar possíveis irregularidades no cadastro. As famílias beneficiadas recebem até R$ 100 mensais, repassados pelo governo federal por meio das prefeituras. |PV