Política
Aliados de Lula disputam elei��o em AL
| ODILON RIOS Repórter Os ocupantes de cargos federais, aliados do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, têm até 31 de março, segundo a lei eleitoral, para deixar as funções, caso queiram concorrer a algum cargo eletivo. Em Alagoas, as articulações de partidos para o aproveitamento destes nomes nas eleições já começaram. Pelo menos sete indicados podem deixar suas funções até março para entrar na disputa. O partido mais adiantado e o mais misterioso nestas articulações é o PMDB, do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros. A sigla possui indicados em três cargos federais alagoanos: as direções da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Segundo o presidente municipal do PMDB, Adeilson Bezerra, que também ocupa a direção da CBTU, negociações sobre futuro político, por enquanto, envolvem o seu nome para deputado estadual. Porém, só nesta semana será resolvido seu destino: ?Teremos reunião para definir a minha saída ou não da CBTU. A definição será discutida com o pastor João Luiz?. O pastor é vereador da capital. No PMDB, seu nome é cotado para uma disputa a uma vaga na Assembléia Legislativa ou na Câmara Federal. ?O PMDB é o único que tem chapa. Se saísse sozinho, faria dois federais?, arriscou Bezerra. Segundo ele, nas atuais negociações peemedebistas, a legenda já discute que 12 ou 13 vagas na Assembléia serão ocupadas pelo PMN, do presidente da Assembléia, deputado Celso Luiz. Para as 14 ou 15 vagas restantes, a ?briga será pelo coeficiente eleitoral?, completou Adeilton. Na Funasa, a única modificação que haverá, esta semana, é a previsão de posse de Roosevelt Patriota, no lugar de Jackson Cabral, que respondia interinamente na função. O Plano de Cargos e Carreiras do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) não permitiu que Patriota, funcionário do órgão, fosse cedido à Funasa. Porém, segundo apuração da Gazeta, a questão estaria resolvida e ele assumiria de vez a Funasa esta semana e não disputará cargos eletivos pelo partido. Cabral, indicado pelo PT, seguirá a mesma linha, ou seja, não sai candidato. No PMDB, não se discutiu, até sexta-feira, a saída de Ronaldo Medeiros da direção do INSS alagoano para disputar cargo eletivo. A previsão é que ele permaneça até o fim do ano. PT Falando em PT, o partido tem indicados na Secretaria Especial de Agricultura e Pesca do Ministério de Agricultura, na Companhia Energética de Alagoas (Ceal), no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Delegacia do Ministério da Agricultura no Estado, na Delegacia Regional do Trabalho, na Delegacia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDB) e na Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Alguns indicados, pertencentes à direção destes órgãos, cogitam a candidatura. Paulo Nunes (Pesca) coloca-se como candidato a deputado estadual; Joaquim Brito (Ceal) está dividido, no partido, em dois caminhos: uma vaga na Assembléia ou na Câmara Federal. Ele espera a definição do presidente do diretório estadual petista, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, que pode disputar a reeleição na Assembléia ou uma vaga a federal. ### No PT, titulares do Incra e da DRT cumprem últimas tarefas O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Gino César, não sabe, ao certo, seu futuro político. No PT, seu nome é ventilado para a Assembléia Legislativa; Évio Lima (da Secretaria Nacional da Agricultura) confessou a membros petistas não querer disputar nenhum cargo eletivo este ano; Ricardo Coelho (Delegacia Regional do Trabalho) não quer disputar, justifica não ter tido ?articulações? ano passado e por ?problemas pessoais?, mas não descarta sair da DRT até 31 de março para concorrer a ?senador, deputado estadual ou federal?, conforme declarou na sexta-feira à Gazeta. Sandra Lira (MDA) e José Renivaldo dos Santos (ECT) não vão entrar na disputa eleitoral. Lira é ligada à Democracia Socialista (DS), ex-tendência no PT da senadora Heloísa Helena, hoje no P-Sol. José Renivaldo foi indicado pelo PCdoB. O diretor regional adjunto dos Correios, Plistheus Mota de Souza, não sai candidato a nada. Petistas candidatos não temem desgastes com episódios que acirraram os ânimos do partido ano passado. No foco estadual, Paulo Nunes disputou com Paulão a direção do PT alagoano e perdeu; Gino César entrou em choque com membros do Movimento dos Sem-Terra (MST). Tanto Nunes quanto César trataram os episódios como ?coisas do passado?. Gino estava sexta-feira em Brasília acelerando as negociações sobre as terras da usina Agrisa. O projeto de entregar a usina aos trabalhadores rurais sem-terra pode ser considerado o maior projeto de reforma agrária da história.|OR Indicados do PL e PP disputam eleição Ex-partido do presidente da República, José Alencar, o PL, também respingado com o escândalo do mensalão em Brasília, fará modificações no Departamento Nacional de Infra-Estrutura (DNIT) em Alagoas. Sai Hélder Falcão Rebelo e entra José Faustino. O deputado federal João Caldas, responsável pela indicação nos cargos, não informou o motivo da substituição. Segundo ele, Faustino não sairá da função em 31 de março para disputar as eleições. Outro indicado pelo PL está na administração do Porto de Maceió. Domício Silva, informou Caldas, trabalha para sair como candidato a deputado estadual. Assim, saíra em 31 de março. O partido tinha uma direção na Ceal, mas Caldas avisou: ?Não temos mais?. Não entrou em detalhes. Mistério Definições do partido ainda enchem de mistério os números do PL, para eleger futuros membros da sigla. Isso porque não se sabe se caminhará com orientação do Palácio Floriano Peixoto, via governador Ronaldo Lessa (PDT), inclusive atualmente com membros indicados no secretariado do governo, ou se marchará com o deputado federal João Lyra (PTB), pré-candidato ao governo alagoano. Também se desconhece a posição do partido em uma eventual candidatura do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB) ao governo. O PP, do deputado federal Benedito de Lira, indicou a direção do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Trocou a direção, antes ocupada por Irene da Silva, hoje com Oswaldo Sarmento. Segundo o deputado, ?tenho a impressão de que ele é candidato?. Não revelou a que. Lira disputa a reeleição, mantém aliança com o PTB e depois do carnaval fará reunião. ?Estamos reunindo o partido depois do carnaval para definir, oficialmente, a política no partido. No primeiro momento, mantemos a aliança?, referindo-se ao PTB, de Lyra. A Gazeta tentou, mas não conseguiu contactar o deputado federal Givaldo Carimbão para falar sobre o futuro de Antonio Nelson Oliveira de Azevedo, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). |OR