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Nº 5715
Política

Pesquisas v�o influenciar resultado das elei��es / Parte II

Frentão coloca veneno na cobra Quando tudo parecia que o governo ficaria, como as últimas eleições de prefeito, nas mãos da esquerda, sem concorrência, surgiu a chamada Frente de Oposição que, no primeiro grito, estremeceu as estruturas do P

Por | Edição do dia 19/05/2002 - Matéria atualizada em 19/05/2002 às 00h00

Frentão coloca veneno na cobra Quando tudo parecia que o governo ficaria, como as últimas eleições de prefeito, nas mãos da esquerda, sem concorrência, surgiu a chamada Frente de Oposição que, no primeiro grito, estremeceu as estruturas do Palácio. Assanhou o formigueiro, acabou com a frieza eleitoral e esquentou a temperatura nos bastidores e nas ruas. O novo bloco que, pela sua dimensão, gerou polêmica nacional, desmanchou todos os olhares até então existentes e confirmados mas, no fundo, com cheiro de des-confiança. Acirrou a briga dos setores progressistas, afastando por mais alguns quilômetros Lessa, Kátia Born, Regis Cavalcante e Heloísa Helena. Os primeiros requisitos para escolha dos candidatos majoritários – respaldo das ruas, densidade eleitoral, apoio dos segmentos políticos e respeito das classes produtoras – botaram veneno na cobra. A partir daí, algumas reações de Brasília, via segmentos partidários, tentaram inviabilizar o frentão. Mas, na trincheira de luta, a resposta veio de imediato e, aqui em Maceió, as siglas que integram a Frente de Oposição sustentaram a palavra. O deputado Regis Cavalcante, um dos líderes do bloco, manteve a reunião de amanhã com PPS, PDT, PTB e, como convidados, PFL, PPB e PRTB. A tentativa de desfazer o bloco de oposição, tradicional em toda eleição, encontrou resistências fortes. O deputado Augusto Farias, do PPB, garante que o frentão é uma realidade irreversível, enquanto o ex-prefeito Corintho Campelo da Paz, do PDT, diz que o documento escrito e subscrito para sua criação está absolutamente mantido. Nonô, do PFL, mantém a posição, Elionaldo Magalhães, do PRTB, não deixa a peteca cair e, na retaguarda, responsável intelectual por seu nascimento, o deputado Antônio Albuquerque, do PTB, está afiando o discurso para a campanha. É uma reunião de ideologias que, no mesmo palanque, promete oferecer à sociedade argumentos para todos os gostos, na guerra eleitoral contra o governo. Disputa proporcional vira balaio-de-gatos Só as convenções, a partir de 10 de junho, vão dizer quem é quem no xadrez que, apesar de muita boca dura, sequer colocou as pedras no tabuleiro. Não tem nada certo porque, Renan, Collor e Vilela, na disputa para senador, dois ganham e um perde. Lessa, sozinho, com casa vazia, sem Renan e Vilela, igualmente, não chega a lugar nenhum. E, Heloísa, isolada, maior do que o PT, aposta no seu prestígio como mulher, política e parlamentar. Dentro do balaio-de-gatos, os candidatos proporcionais estão se afogando no mar como marinheiros de primeira viagem. No escuro, sem saber o caminho das urnas, todos eles que trafegam em direção à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa se sentem inseguros e, alguns, dependendo da formação das coligações, podem desistir da disputa. O deputado João Caldas e o PL seguem o destino da Lua – a todos encantam e não são de ninguém. Na corrida presidencial, o partido noivou com o PT, namora Garotinho e pisca os olhos para o PSDB de Fernando Henrique e Serra. Aqui em Alagoas, Caldas, seu presidente, também está entre a cruz e a espada no caldeirão eleitoral: conversa com Lessa, diz que falta pouco para fechar com o PT e, nas entrevistas, não afasta a possibilidade de ficar na Frente de Oposição. A história da humanidade ensina que, em política, burrice não tem perdão.

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