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Lessa lan�a pr�-candidatura ao Planalto

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| ODILON RIOS Repórter O governador Ronaldo Lessa (PDT), depois de 51 dias afastado para tratamento de saúde, voltou ontem ao cenário político, em estilo ?trator?, lançando sua própria pré-candidatura à Presidência da República, e com um discurso de cores nacionalistas, de elogios ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e críticas a seu ex-aliado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dois momentos distintos, pela manhã, no Palácio Floriano Peixoto, onde concedeu entrevista à imprensa, e à tarde, em sua mansão no bairro de Santa Amélia, Lessa permeou sua conversa entre a política local e nacional. ?Acredito que sou mais útil como candidato ao Senado por Alagoas. Mas não fujo à luta. Se tiver que ser candidato à presidência, eu aceito, mas não votaria em mim, mas no Cristóvão Buarque?, revelou Lessa. O senador pedetista Cristóvão Buarque (DF) disputa oficialmente a pré-candidatura à Presidência pelo PDT com o também senador Jefferson Péres (AP). Depois, assumindo discurso duro de oposição ao governo Lula, Lessa demonstrou seu sentimento de decepção. ?Faço críticas ao governo Lula porque ele não correspondeu a tudo que esperamos dele. Lutei até para o PDT ir ao governo?, destacou o governador, lembrando que, no ano passado, quando era aliado de Lula e recém-saído do PSB, tentava aproximar o PDT da base aliada do governo federal. Não conseguiu e foi advertido duramente pela direção nacional pedetista. tucanada Mas, ontem, Lessa preferia mesmo elogiar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na época oposição ao governador. ?Essa política (a de Lula) é mais conservadora que a de FHC?, contou. Lessa se mostrou irritado com o discurso de Lula, na terça, 21, durante lançamento da Ufal no agreste, quando o presidente afirmou que políticos e governantes estavam pegando ?carona? nas verbas federais na TV, mas que 83% de todas as obras de Alagoas eram com dinheiro federal. ?Tenho quadros que podem comparar o atual governo (Lula) com o governo passado (FHC), quando eu era oposição. Esse quadro mostra que a média de verbas anual que o governo do presidente Lula manda a Alagoas é 72% da que foi mandada por Fernando Henrique?, avaliou. Lessa pretende deixar o governo em 30 de março para disputar o Senado ou assumir a pré-candidatura à Presidência, passando o comando do Estado ao seu vice, Luis Abílio (PDT). RENAN DEU BOLO Ontem, no final da tarde, Lessa reuniu cinco partidos - PSB, PDT, PV, PC do B e PT - na sua mansão, no bairro Santa Amélia, para traçar os rumos do candidato ao governo pelo frentão. A reunião deveria ter a presença dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotônio Vilela Filho (PSDB) e do deputado federal João Caldas (PL). Nenhum dos três apareceu. No final do encontro, que durou três horas, Lessa explicou: ?O Renan disse a mim que quer conversar separadamente comigo e com o Téo. O João Caldas não sei o que houve. Vou ligar para ele?, apontou. Só que o governador pareceu não confiar na proposta de Renan como candidato ao governo este ano. ?Começo a acreditar que ele é mais útil como presidente do Congresso Nacional?, refletiu. Caso Renan não saia candidato, o apoio do ?frentão?, que reúne partidos com cargos pouco estratégicos, vai para o vice-governador Luis Abílio. Quanto à senadora Heloísa Helena, que excluiu o frentão de suas negociações, colocando o P-Sol com candidatura própria ao governo alagoano, Lessa avalia: ?Ela deu a entender que vai decidir a candidatura em abril. Mas vai ser difícil porque se ela não for candidata, o P-Sol deve ter candidato próprio em Alagoas?, afirmou o governador.

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