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Casal ser� ressarcida em venda de canos

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| PETRÔNIO VIANA Repórter O Ministério Público do Estado (MP) deverá se pronunciar na próxima quinta-feira, depois do carnaval, a respeito do caso da venda dos tubos de ferro fundido, de 450mm, da adutora Belo Monte-Jacaré dos Homens. De acordo com o procurador do Núcleo da Fazenda Estadual, Sidrack Nascimento, até agora não foi possível alcançar uma decisão unânime sobre o assunto. Além de Nascimento, investigam a venda dos tubos os procuradores Nilson Miranda e Norma Tenório. ?Discutimos o assunto, mas é preciso ter consenso sobre a decisão. Nessa época, com a proximidade do carnaval, fica difícil se reunir porque todos estão viajando. Na próxima semana, na quarta ou quinta-feira, devemos ter um posicionamento sobre o caso?, explicou Sidrack Nascimento. O procurador informou que a tendência do veredicto é de que os responsáveis sejam penalizados a devolver à Companhia de Abastecimento d?Água e Saneamento de Alagoas (Casal) o montante de dinheiro que deveria ter chegado aos cofres da empresa com a venda dos tubos. ?Temos que ver qual a extensão da lesão causada na Casal e essa lesão vai ter que ser ressarcida, não tem outro jeito?, comentou Nascimento. Leilão As irregularidades na venda dos tubos da adutora Belo Monte-Jacaré dos Homens começaram a ser investigadas, inicialmente, pela Assembléia Legislativa do Estado (ALE), que formou uma comissão especial com esse intuito depois de denúncias feitas por moradores da região e pelos prefeitos dos dois municípios envolvidos. As denúncias aconteceram quando os tubos começaram a ser substituídos por tubos de PVC, de 100mm. O presidente da Casal na época, Marcos Carnaúba, determinou a realização de uma sindicância interna para descobrir quem eram os responsáveis pela venda dos tubos que, segundo ele afirmou, não havia sido informada à diretoria da empresa. Estranhamente, Carnaúba foi exonerado do cargo pelo governador Ronaldo Lessa (PDT) antes mesmo da conclusão da sindicância. Ainda assim, Carnaúba encaminhou o relatório ao MP, o que provocou a abertura das investigações por parte do órgão. Entre os depoimentos prestados ao MP e à ALE, foram ouvidos o ex-presidente da Casal, Fernando Souza, do ex-diretor de operações, Dgerson Vieira, do ex-diretor-administrativo e financeiro da empresa, Vorney Mendes, do leiloeiro Ivaldo Sobral e de Nilton Pessoa, dono da empresa Síder Comércio e Transportes, compradora da maior parte da tubulação. Os depoimentos revelaram que a tubulação havia sido incluída em um lote do leilão de ?material imprestável? realizado pela Casal em 2004. Essa versão é contestada pelos deputados que fizeram parte da comissão especial da ALE. Também foi descoberto que a Síder depositou na conta do leiloeiro cerca de R$ 200 mil. Os tubos novos, segundo Marcos Carnaúba, valeriam cerca de R$ 4 milhões.

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