Política
PMDB faz cerco aos convencionais de AL
| ODILON RIOS Repórter A duas semanas da anunciada prévia do PMDB para escolher candidato próprio à Presidência da República, prevista para 19 de março, o partido intensifica sua temporada de visitas dos pré-candidatos em estados brasileiros. Quem chega a Alagoas no próximo domingo, 5, é o pré-candidato Germano Rigotto, governador do Rio Grande do Sul. O outro candidato às prévias, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, visitou o Estado há duas semanas. Rigotto cumpre agenda apertada. Vem a Alagoas depois de passar pelo Piauí, Maranhão e Ceará. Saiu ontem do Rio Grande do Sul. A previsão é que no domingo pela manhã ele conceda entrevista coletiva aos meios de comunicação. O local ainda não foi definido. Rigotto está afastado do governo gaúcho desde sábado passado. A decisão é para facilitar a campanha em todo o País nas prévias do PMDB, que vai decidir quem será o candidato à Presidência da República pela sigla. Em seu lugar assumiu seu vice, Antonio Hohlfeldt. Renan De acordo com José Wanderley, coordenador do PMDB estadual, a vinda de Rigotto obedecerá aos mesmos critérios que a visita de Garotinho: conversa com os convencionais do PMDB, palestra e café da manhã com lideranças. Wanderley não soube informar se o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, estará no dia da visita. Outro que está organizando a visita de Rigotto, e também foi anfitrião da visita de Garotinho, é o deputado federal Olavo Calheiros, irmão de Renan. A perspectiva também será a mesma em relação a Garotinho: críticas ao governo federal, taxas de juros e a necessidade de o PMDB ter uma candidatura própria, evitando ?ficar a reboque? em alguma coligação, como acontece desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, pelo menos na visão de Wanderley, as prévias de março podem nem acontecer. ?Ainda não se definiu quem é o candidato. Ainda não se sabe nem se vai haver as prévias. Há duas correntes fortes, uma puxada por Renan e o ex-presidente José Sarney; a outra, puxada por Garotinho e Rigotto?. E não descartou um terceiro candidato para brigar pela vaga de presidenciável do partido. ?Não precisaria desta prévia?, resumiu Wanderley. Além das previsões de um terceiro nome, a idéia de peemedebistas, alinhados à cartilha do Palácio do Planalto, é inviabilizar a escolha com recursos na Justiça ou impedindo a votação nos estados dominados pelos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta uma aproximação com a parte rachada do PMDB, aquela que tem Renan e Sarney.