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Deputado se defende e processa advogada

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| GILVAN FERREIRA Repórter O deputado estadual Marcos Barbosa (PPS) disse ontem que vai entrar com uma ação na Justiça contra a advogada Mary Any Vieira Alves, por tê-lo citado no suposto envolvimento no assassinato do líder comunitário Edivaldo Guilherme da Silva, 47, o Baré-Cola, executado com 15 tiros de pistola, no último dia 14 de janeiro, no Campo do Julho, no Conjunto Joaquim Leão. ?Essa advogada que só defende bandido vai responder por suas acusações. Eu vou utilizar o dinheiro que vou receber como indenização para gastar com os moradores da Ponta Grossa. Eu não tinha motivos para matar o Baré-Cola, que não era meu assessor, mas considerava meu amigo. Eu o ajudava e ele me ajudava da mesma forma, mas ele nunca trabalhou comigo. Nós éramos amigos, tomávamos cerveja juntos. Isso tudo é um absurdo, como é que essa advogada, que eu não quero nem citar o nome, faz uma acusação dessas, segundo ela, por pessoas que ligaram para ela de forma anônima. Eu vou entrar com um processo contra ela e já contratei um advogado para isso, eu também vou fazer uma denúncia contra ela na OAB, para que ela perca o registro profissional?, disse Marcos Barbosa. Amigos policiais Marcos Barbosa alegou que não tinha nenhum interesse no assassinato de Baré-Cola, que, segundo ele, mantinha uma relação de amizade. O parlamentar negou também a participação dos policiais civis Gilvan e Everaldo na morte de Baré-Cola. ?Esses dois policiais que a advogada cita, o Gilvan e o Everaldo, são meus amigos. O Everaldo trabalha comigo desde 1992, ele me ajudou na região norte, em Barra de Santo Antônio, onde foi candidato a vereador, Passo do Camaragibe, Matriz do Camaragibe e outros municípios daquela região. Aí ela vem dizendo que o Henrique, que fugiu da polícia e é acusado de cometer mais de 10 crimes, é parecido com o Everaldo ou com o Gilvan, isso não existe, eles dois são totalmente diferentes desse pistoleiro que ela defende. Nem com cirurgia plástica feita nos Estados Unidos ia fazer com que os policiais Gilvan ou Everaldo parecesse com o Henrique, que inclusive foi reconhecido por uma testemunha que presenciou a morte do Baré- Cola?, rebateu Marcos Barbosa. O deputado Marcos Barbosa alegou que nunca teve qualquer envolvimento com crimes ou atos de violência. ?Eu moro na Ponta Grossa há 41 anos, lá todo mundo me conhece e sabe que eu nunca me envolvi com crimes ou atos de violência. Eu tenho irmãos na Polícia Civil e sou uma pessoa de bem, não sou bandido?, afirmou Barbosa. O parlamentar negou que as acusações contra ele possam ter ligação com a campanha eleitopal. ?Essa história que eu tinha desentendimento com o Baré-Cola por conta dele está trabalhando para o deputado Dudu Albuquerque não é verdadeira. Na Ponta Grossa não tem curral, como tem no interior do Estado, onde tem deputado que é dono dos votos. O povo da Ponta Grossa é livre e vota em quem quer. Não tenho nada contra o deputado Dudu Albuquerque, que se elegeu comigo no mesmo partido e está fazendo um trabalho naquela área, como tem o deputado Luiz Pedro, o Jefferson Moraes, que vai ser candidato agora, o Temóteo Correia, o Galba Novaes e outros políticos, por isso, não acredito que essas acusações tenham a ver com política?, concluiu Barbosa. A advogada rebateu as acusações do deputado Marcos Barbosa. Ela alegou que somente pediu a polícia que investigasse a suposta participação do deputado e dos policiais no assassinato de Baré-Cola, já que seu cliente Henrique foi acusado de envolvimento neste homicídio e poderia ser confundido com os policiais que seriam ?muito? parecidos com Henrique Oliveira.

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