Política
Partidos nanicos negociam acordos
O grupo dos oito partidos considerados ?nanicos?, que se articulam para lançar uma candidatura própria para o governo do Estado nas eleições de outubro deste ano, recebeu o assédio, durante o carnaval, de partidos maiores, como o PMN e o PFL, que têm demonstrado o interesse de atrair o bloco para uma possível aliança para a disputa proporcional e majoritária no Estado. O grupo é formado pelo Prona, PTN, PRP, PSC, PAN, PT do B, PTC e PSDC. Para o presidente estadual do PTN, Elias Barros, a verdadeira intenção dos partidos maiores é desarticular o grupo. ?Esses partidos estão querendo cooptar os nanicos, na tentativa de desagregar o grupo. Mas nós estamos fortes com o propósito de lançar nossa candidatura própria. A maioria dos partidos grandes não tem chapa para a disputa proporcional e estão preocupados com o crescimento do nosso grupo?, observou. De acordo com Barros, mesmo com a insistência dos outros partidos, os nanicos continuam unidos, mas pensam na possibilidade de firmar uma aliança que fortaleça o bloco. ?Não vamos atrás, mas estamos abertos ao diálogo. Não abrimos mão de discutir a candidatura ao governo. Podemos conversar com o grupo do governador Ronaldo Lessa (PDT), do senador Renan Calheiros (PMDB), do Celso Luiz, presidente da Assembléia Legislativa do Estado, ou do deputado João Lyra, mas vamos continuar firmes no nosso propósito?, reafirmou. Para o presidente do PSC no Estado, o ex-vereador Jorge Sexto, o grupo dos nanicos vai apresentar ?a melhor chapa proporcional? destas eleições. Ele revelou que manteve contato com o PV no sentido de incluir o partido no bloco. ?Outros partidos acenaram, mas temos que discutir para ver se há o interesse dos outros integrantes do grupo. No caso do Prona (que inicialmente faz parte do bloco), se o Enéas [Carneiro, deputado federal] for candidato à presidente, não participa. Senão, está dentro?, disse. Na avaliação de Jorge Sexto, o grupo deve esperar a realização das convenções partidárias para definir as alianças. ?Temos que esperar os outros candidatos colocarem a cara de fora?, ponderou, lembrando que os nanicos já estão comprometidos em apoiar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) para a Presidência da República. Segundo o presidente estadual do PAN, Gérson Guarines, o grupo ainda precisa ter equilíbrio para que não seja esfacelado. Guarines reclama de ter sido ?excluído? das negociações do grupo político do governador Ronaldo Lessa e cogita a possibilidade de uma aproximação com partidos maiores. ?Essa exclusão nos deixa livres para compor alianças. No futuro, podemos conversar com o PMN ou o PTB?, comentou. ?O que menos conta é a ideologia. A intenção é atingir o objetivo que é ganhar a eleição. Tenho conversado com o PMDB, o PSDB e o PMN, mas os oito partidos têm que sentar juntos?, comentou. |PV