Política
Ju�zes reagem � avalia��o do Tribunal
| ODILON RIOS Repórter Um dia após a Corregedoria do Tribunal de Justiça ter divulgado o ranking dos juízes mais e menos produtivos do Estado, o juiz da comarca de Passo do Camaragibe e integrante do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, Sóstenes Alex, reagiu, por meio de carta, e discordou dos critérios utilizados para sua avaliação. Alex ficou abaixo da média, com 40,66. A intenção da Corregedoria é tornar as avaliações trimestrais, aumentando a produtividade dos magistrados, divulgando notas de 0 a 100 no chamado Índice de Produtividade dos Juízes (IPJ). Apenas 10% dos 110 juízes alagoanos tiveram notas abaixo de 50 pontos, indicando que os juízes ficaram em ?recuperação?. Essa primeira avaliação levou em conta os três últimos meses do ano: outubro, novembro e dezembro. Até o final de abril, um novo balanço, dos meses de janeiro, fevereiro e março, será divulgado. A Gazeta apurou que a reação do magistrado não foi isolada e está sendo articulada uma reunião para a segunda-feira entre os juízes. Na Associação dos Magistrados Alagoanos (Almagis), as notas não foram bem recebidas, apesar do presidente, Paulo Zacarias, ter dito, durante coletiva na segunda-feira, na apresentação das notas dos magistrados, que a ?idéia era boa?. Ontem, a reportagem tentou contato com o juiz Paulo Zacarias, mas seu telefone estava desligado. A Gazeta também tentou falar com o juiz Sérgio Roberto da Silva Carvalho, que teve a pior nota (1,0) entre os magistrados. A informação é de que ele estaria viajando. Para o juiz Sóstenes Alex, em carta, ?é discutível hoje dentro do seio da magistratura os critérios adotados para aferição dos juízes, pois o provimento que criou o IPJ em Alagoas é réplica do que foi utilizado no Estado da Paraíba, e lá não deu certo. Lá eles foram extintos, pois não contemplavam outros elementos para aferir a produção da cada juiz, como, por exemplo, despachos, audiências realizadas e outros atos do juiz?. O juiz Sóstenes não gostou ainda da declaração do corregedor, transcrita na edição de ontem da Gazeta, quando o corregedor do TJ, desembargador Washington Damasceno Freitas, disse não querer juízes ?acomodados?. ?No período da avaliação, eu estava exercendo cumulativamente a função de juiz da 1ª Vara de Infância de Maceió, onde naquela vara estava indo de duas a três vezes por semana, fazendo audiências despachando, prolatando sentenças e participando de reuniões em vários órgãos da prefeitura, além de visitas ao Centro de Recuperação de Menores, ou seja, tratando de questões ligadas a crianças e o adolescente?, destacou o juiz. ?O IPJ não condiz com a realidade e fico triste do Corregedor não ter dito a imprensa essas acumulações, no meu caso?, declarou.