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Deputado recha�a acusa��o de advogada

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| PETRÔNIO VIANA Repórter O deputado estadual Marcos Barbosa, em pronunciamento feito durante a sessão de ontem da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), respondeu às denúncias feitas pela advogada Mary Any Vieira Alves de que teria sido o mandante do assassinato do assessor parlamentar Edivaldo Guilherme da Silva, 47, o ?Baré-Cola?, executado com 15 tiros de pistola no último dia 14 de janeiro, em um campo de futebol no Conjunto Joaquim Leão. O parlamentar informou que deu entrada, ainda na tarde de ontem, no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-AL) em uma interpelação judicial contra a advogada. Na última segunda-feira, Barbosa já havia entrado com uma representação por infração disciplinar contra Mary Any na Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL). Em seu pronunciamento na ALE, o deputado negou qualquer envolvimento no caso e chamou a advogada de ?canalha? e ?araponga?. ?Preciso demonstrar minha indignação diante dessa acusação inverídica e leviana, feita por essa senhora que se diz advogada?, disse Barbosa, lembrando que as investigações feitas pela Polícia Civil apontam para os dois clientes de Mary Any, o sargento PM Raimundo Medeiros e o assessor parlamentar Luis Henrique Oliveira, ambos foragidos da Justiça e acusados de envolvimento em cerca de 20 homicídios em Alagoas e Pernambuco. As denúncias contra Marcos Barbosa foram feitas no dia 1º de março e, segundo a advogada, estão baseadas em um telefonema anônimo e em investigações feitas por um certo ?serviço de informações? de que a Mary Any dispõe. As acusações foram formalizadas junto ao diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, e ao delegado regional metropolitano, Alcides Andrade, e envolveram também dois policiais civis identificados como Gilvan e Everaldo, que são lotados na Delegacia de Repressão às Drogas. De acordo com o advogado de Marcos Barbosa, Marcos Uchôa, Mary Any Vieira teria infrigido os estatutos da OAB ao fazer as denúncias contra o deputado e, com a interpelação feita ao TJ, a expectativa é de que a advogada volte atrás em suas acusações. ?O deputado é inocente, assim como os policiais que foram acusados, tanto é que o inquérito, que já está na sua fase conclusiva, aponta para a autoria do homicídio os clientes dela?, observou Uchôa. O advogado disse não saber quais os interesses por trás das alegações da advogada, mas disse não acreditar na participação de grupos políticos que visam prejudicar o deputado. ?O interesse por trás disso é alheio ao nosso conhecimento, mas creio que todo esse mal-entendido tenha partido exclusivamente da advogada, buscando notoriedade ou desviar a atenção das autoridades quanto aos seus clientes. Ela levou a cúpula da Secretaria de Defesa Social ao erro, dizendo que policiais estariam afastados quando não estavam?, avaliou Uchôa. Segundo o advogado, o deputado não teria sido investigado pela Polícia Civil neste caso. Hoje, Uchôa deverá se encontrar com a cúpula da SDS para ?levar alguns esclarecimentos que precisam ser levados?.

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