loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Delegado vai indiciar deputado por crime

Ouvir
Compartilhar

| GILVAN FERREIRA Repórter O deputado estadual Marcos Barbosa (PPS), acusado de envolvimento na morte do líder comunitário Edivaldo Guilherme da Silva, 47, o ?Baré Cola?, executado com 15 tiros de pistola no último dia 14 de janeiro, no Conjunto Joaquim Leão, se negou, ontem, a prestar depoimento ao delegado Arnaldo Soares de Carvalho Marcos Barbosa, que decidiu antecipar seu depoimento, que estava agendado para hoje pela manhã, às 9h, em seu gabinete na Assembléia Legislativa, seria ouvido ontem à noite no escritório do seu advogado Marcos Uchoa, no bairro do Farol. O delegado disse que amanhã estaria encaminhando um ofício ao presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, deputado Celso Luiz, para que ele marque dia, hora e local para que Barbosa seja ouvido sobre o assassinato de Baré-Cola. Carvalho garantiu que o deputado será indiciado como mandante do assassinato de Baré-Cola. ?Eu vou enviar um ofício ao presidente da Assembléia e aguardar que ele agende o depoimento do deputado Marcos Barbosa, que vai ser indiciado como mandante da morte de Baré-Cola?, garantiu Carvalho. Segundo o delegado Carvalho, o deputado Marcos Barbosa se negou a prestar depoimento por não aceitar ser ouvido em termos de interrogatório (acusado do crime). ?O deputado Marcos Barbosa não quis falar em termo de interrogatório, ou seja, como acusado. Ele disse que só falaria em termos de declarações (prestar informações), como eu não aceitei, não foi possível ouvi-lo?, explicou Carvalho. ### Advogada diz foi ameaçada por telefone A advogada Mary Any Moraes, que denunciou a suposta participação do deputado estadual Marcos Barbosa (PPS) no assassinato do assessor parlamentar Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola, denunciou ontem que vem enfrentando ameaças de morte, desde que citou o nome do parlamentar no caso. Mary Any disse que um homem, que não se identificou, ligou para o seu apartamento, e pediu para que a pessoa que atende à ligação repassasse o seguinte recado: ?Diga a doutora Mary Any que ela vai morrer?, relatou a advogada. Ela fez a denúncia das ameaças ao delegado do 6º distrito policial, Valdir de Carvalho, que deve abrir inquérito para apurar. Apesar de afirmar que não temia ser assassinada, a advogada Mary Any Moraes disse que vai pedir ao diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, segurança de vida e uma apuração rigorosa sobre o caso. ?Apesar das ameaças eu não vou me intimidar, pois eu estou apenas fazendo o meu trabalho como advogada. Eu não disse que o deputado Marcos Barbosa matou o Baré-Cola, eu só pedi que ele fosse investigado, e, agora, o próprio delegado decidiu ouvir o depoimento do deputado Marcos Barbosa, que teve seu assessor, o policial civil Everaldo Verçosa, indiciado por autoria material do crime. Eu só quero dizer que eu não tenho inimigos e se eu for assassinada a responsabilidade é do deputado Marcos Barbosa?, disse Mary Any Moraes. Ontem, a Gazeta tentou ouvir o deputado Marcos Barbosa e seu advogado Marcos Uchoa, que não foram encontrados pela equipe de reportagem. Os telefones de Barbosa e de Uchoa estavam programados para não receber ligações. |GF

Relacionadas