Política
Lessa bate o martelo: T�o � o candidato
| MAIKEL MARQUES Repórter Palmeira dos Índios e Arapiraca - O governador Ronaldo Lessa (PDT) confirmou à Gazeta, ontem, durante a 41ª edição do programa Governo no Interior, que o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB) deve ser mesmo o candidato do ?frentão? ao governo do Estado. ?A gente tem que esperar Renan Calheiros (presidente do Congresso Nacional) até o fim do mês, mas como ele tem consciência de que essa demora já nos prejudica, a tendência é que ele (Renan) fique no projeto nacional e nos libere para escolher entre Teotônio Vilela e Luis Abílio?, avisou o governador, que também confessou: ?O Abílio não quer ser candidato?. Ele também justificou o porquê de o nome do vice-governador Luis Abílio não ser, neste momento, a ?bola da vez? para encabeçar a chapa majoritária. ?Ele (Luis Abílio) é um engenheiro competente e ideologicamente afinado com o povo. Até o discurso está afinado. Agora, não basta estar preparado. Precisa ter votos. O Luis não quer ser candidato. Nunca foi candidato nem a vereador?, analisou Lessa. Questionado pela Gazeta, ainda em Palmeira, ontem pela manhã, o vice-governador Luis Abílio de Souza (PDT) afirmou que o nome dele ?está posto?, mas que segue as diretrizes do grupo. ?Vou marchar com a decisão do grupo. Dependo da decisão de Téo e Renan?, emendou o vice-governador, que assume o poder no final deste mês, quando Lessa deixar o cargo para disputar o cargo de senador. Tendências Lessa ressaltou que a ?tendência? é que o senador Renan Calheiros (PMDB) não seja mais candidato ao governo. ?Para mim, a tendência é que Renan não vai ser candidato. Ele contribui mais no governo federal?, afirmou o governador. Questionado sobre o porquê da espera pela decisão do senador Renan Calheiros, Ronaldo Lessa explicou que isso se justifica pelo bom posicionamento dele no cenário político. ?O nome dele já está mais posto nas ruas?, explicou Lessa, segundo o qual se dependesse apenas dele e não da conjuntura política, o nome de Renan já seria o escolhido para o ?frentão? contra o deputado federal João Lyra (PTB). ?A garantia que eu quero é que o próximo governador assuma o compromisso de lutar pelo projeto de levar Alagoas rumo ao desenvolvimento?, explicou o governador. Lessa e Célia: juntos Caso se concretize a junção do PDT com o PMDB de Renan e o PSDB de Teotônio Vilela, o governador Ronaldo Lessa pode então dividir o palanque com a ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha [PSDB], com a qual não se afinou durante os seus oito anos de mandato. Questionado sobre como fica a conjuntura com Arapiraca, Lessa abriu o sorriso e destilou ironia. ?Fica como sempre a cidade que mais cresce em Alagoas. É uma cidade maravilhosa. A Célia (Rocha) adora ele (Téo Vilela). É o candidato dela e do Luciano (prefeito de Arapiraca e que, ontem, viajou a Brasília)?, explicou, com sorriso aberto. Sobre o apoio ao grupo municipal, ele completou: ?Eles (grupo de Célia) é que se separaram de mim. Agora, ficamos todos juntos?, finalizou. O deputado estadual arapiraquense Dudu Albuquerque (PSB), que é líder do governo na Assembléia Legislativa, confirmou à Gazeta que ?a tendência é esta mesmo? ao ser questionado sobre uma virtual candidatura de Téo Vilela ao governo. Adversário do grupo de Célia Rocha, Dudu Albuquerque afirmou: ?Preciso unir meu eleitorado e discutir essa possível tendência. Só depois terei opinião sobre o tema?. ### Senador confirma: entendimento avançado | PETRÔNIO VIANA Repórter O senador Teotônio Vilela Filho (PSDB) confirmou no início da noite de ontem que existe um entendimento ?bastante avançado? entre o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), e o governador Ronaldo Lessa (PDT) em torno de seu nome para a disputa do governo do Estado, no caso de Calheiros abrir mão de sua candidatura. A escolha de Vilela como nome do grupo político de Lessa para enfrentar o deputado federal João Lyra (PTB), pré-candidato anunciado ao governo estadual, representa a implosão da candidatura do vice-governador Luis Abílio de Sousa (PDT), que vinha sendo colocada pelo grupo governista como alternativa ao nome de Renan Calheiros. Abílio chegou a aparecer como candidato, mas faltaria ao seu nome densidade eleitoral e capacidade de aglutinação das forças políticas, mesmo depois de toda a exibição da imagem do vice-governador durante o afastamento de Ronaldo Lessa, por motivo de saúde, entre janeiro e fevereiro. Vilela teria levado vantagem sobre Abílio por ser o nome preferido de Calheiros. De acordo com o senador Teotônio Vilela, ainda não há uma definição concreta em torno de seu nome, ?mesmo porque Renan ainda não deu uma palavra final sobre sua candidatura?. ?Estamos discutindo um nome que represente as forças que estão conosco e que tenha a proposta de preservar o que Lessa fez e avançar no projeto político para Alagoas?, observou. O senador informou que a discussão sobre o nome do vice na chapa encabeçada por ele ainda não teve início. Existe a possibilidade de Luis Abílio ser indicado para essa função. Vilela não quis comentar esse cenário e declarou não ter preferência por um nome específico. ?Abílio é um nome importante para sentar e conversar. Ele não participou do último encontro porque estava na China, mas certamente estará no próximo?, disse Vilela. Verticalização Na opinião do senador Teotônio Vilela Filho, a possibilidade de uma aliança, em nível nacional, entre o PFL e o PSDB é grande, mas não deverá interferir decisivamente nas articulações entre o PDT, o PSDB, PFL e o PMDB alagoanos. As alianças, segundo Vilela, deverão ser definidas apenas quando sair a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a emenda constitucional que acaba com a verticalização das coligações partidárias. ?Caso saia a coligação do PSDB com o PFL, vamos ter que fazer um ?artesanato político? para juntar todo mundo, mas só depois da decisão do STF sobre a emenda da verticalização. Tecer essas alianças ficaria mais difícil, mas ainda é possível. Não temos pressa, vamos ver todos os cenários e os atores?, avaliou Vilela. Segundo Vilela, o ?clima? em Brasília é de que a verticalização será mantida para essas eleições. ?É o que está sendo sinalizado, mas não acredito nem desacredito nisso?, ponderou.