Política
PT exclue apoio ao PSDB e ao PTB
| PETRÔNIO VIANA Repórter Numa possibilidade, cada vez mais concreta, de que o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB) seja o candidato ao governo do Estado, apoiado pelos aliados do governador Ronaldo Lessa (PDT), o presidente do diretório estadual do PT, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, disse ontem que a sigla estuda duas possibilidades: lançar candidato próprio ao governo ou apoiar nomes do PSB, PC do B e PL ao governo. Caso lance candidato próprio ao governo, segundo Paulão, o PT tem o nome do ex-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ricardo Valença. O deputado excluiu apoio ao PSDB e ao PTB, representado no Estado pelo pré-candidato ao governo, deputado federal João Lyra. ?A intenção é que o PT de Alagoas não faça aliança com o PSDB para a candidatura de Téo Vilela nem com o PTB?, disse o deputado. Até semana passada, o PT discutia ficar no ?frentão?, formado por partidos da base aliada ao governo Lessa, se o candidato ao governo fosse o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB) ou o vice-governador, Luis Abílio (PDT). Na edição de ontem da Gazeta, o governador praticamente lançou Téo Vilela ao governo. ?Conversei com Téo há duas semanas. Percebi que ele estava preocupado com a candidatura do deputado João Lyra e perguntou como eu via o nome dele ao governo. Eu disse que não havia nada pessoal, mas havia a posição nacional?. Os tucanos e os petistas estão em palanques rivais: de um lado, o possível candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, e do outro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já lançado à presidência. ?A prioridade do PT alagoano é a eleição de Lula. Esse palanque com PT e PSDB não teria ressonância?, completou. O coordenador da Articulação de Esquerda, Marco Antônio Alves, disse ontem que o delegado regional da Pesca, Paulo Nunes, não pertence mais à articulação e pediu ao delegado que colocasse o cargo à disposição do partido. A articulação é uma corrente do PT. A Gazeta revelou que Nunes teria trocado o PT pelo Prona, sem comunicar ao PT. Petistas só descobriram a ação no final de fevereiro. O delegado da Pesca nega a troca. Paulão estava na quarta-feira em Brasília discutindo o assunto, mas não quis entrar em detalhes com a reportagem, dizendo que ?ele nega a filiação, mas diz que conversou com o P-Sol, PT do B e Prona para saber da possibilidade de mudar de partido?, contou Antônio.