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Patrus nega uso pol�tico de verba federal

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| CARLOS ROBERTS Repórter O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, negou ao desembarcar ontem em Maceió que o aumento de recursos em seu ministério para este ano tenha relação com o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que o governo federal usará o resultado dos programas assistenciais para responder à candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. No ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Social teve um orçamento de aproximadamente R$ 16 bilhões. E ao contrário da maioria dos ministérios do governo Lula, não sofreu nenhum contingenciamento. Neste ano, o MDS terá perto de R$ 22 bilhões no orçamento. Para o ministro, o aumento de R$ 6 bilhões não significa que o governo federal adotou uma política assistencialista. Ou que o aumento dos recursos tenha relação com as pretensões de reeleição do presidente petista. ?O que temos são programas sociais com embasamento técnico e jurídico?, disse. Enquanto falava na coletiva à imprensa sobre os vários programas desenvolvidos em sua pasta, Patrus acabou admitindo que este será o discurso que o governo deverá usar para contrapor às críticas da oposição e conseqüentemente à candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. ?Vamos mostrar que diminuiu o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Que diminuiu o número de desempregados?, avisa. BONS PARCEIROS Ele disse também que o governo de São Paulo tem sido parceiro do governo federal no desenvolvimento de alguns projetos como o Bolsa-Família e Bolsa-Escola. E que os recursos têm sido aplicados de maneira satisfatória. Perguntado se avalia o governo Alckmin como competente, o ministro reagiu: ?Eu não disse isto?. Ananias declarou ainda que não se acha o mais indicado para comentar a candidatura tucana de Alckmin. ?Porque há dois anos estou trabalhando duro no ministério. E não sou analista político?, dispara. Como deputado federal licenciado por Minas Gerais, também declarou que deverá permanecer afastado da disputa em seu Estado. Pois diz que sua prioridade maior é com as metas que ainda pretende atingir à frente do ministério. Revelou que recentemente teve uma conversa com o presidente Lula, em que ficou definida sua permanência à frente da pasta até o final do governo. Para ele, é a oportunidade de continuar lutando por aquilo que seu partido definiu antes mesmo de chegar ao poder. E continuará realizando tudo aquilo que considera fato positivo, como efetivar a aplicação de recursos em políticas públicas, para garantir o avanço do País e seu desenvolvimento social. Antes de chegar para visita de dois dias em Alagoas, Patrus Ananias inaugurou um restaurante popular em Teresina, Piauí. ### Alagoas terá R$ 444 milhões em 2006 O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome deverá investir em Alagoas aproximadamente R$ 444 milhões neste ano. O anúncio foi feito pelo ministro Patrus Ananias que chegou a Maceió para participar de uma palestra durante o Seminário Regional de Assistência e Inclusão Social para o Nordeste Brasileiro esta tarde no auditório do Hotel Meliá. O seminário também conta com a participação de prefeitos do Agreste e Sertão de Alagoas, que participam de um programa de qualidade de gestão pública que também é acompanhado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef). Dinheiro suficiente Ananias disse que o dinheiro destinado a Alagoas é o suficiente para atender todas as famílias cujas necessidades se enquadrem nas diretrizes elaboradas para o programa Bolsa-Família. No ano passado, 255 mil cadastros nesta área foram atendidos e aplicados 16,7 milhões com o bolsa-família. O programa do leite deverá receber neste ano pouco mais de R$ 17 milhões, beneficiando cerca de 255 mil pessoas diariamente. Beneficiados Somados os programas de Assistência Social, Transferência de Renda e Segurança Alimentar, deverão ser investidos, neste ano, R$ 444 milhões, beneficiando 2,2 milhões de alagoanos. ?É uma conquista da população este tipo de aplicação de recursos. E o governo federal se orgulha de poder atender à população naquilo que ela mais necessita para seu desenvolvimento?, disse o ministro, exibindo uma tabela com os números fornecidos pela sua assessoria. O ministro lembrou ainda que o programa Bolsa-Escola teve seu prazo de inscrição prorrogado devido à necessidade de algumas prefeituras ampliarem seus serviços de cadastramento. O ministro chamou a atenção dos prefeitos para que solucionem o problema. Palmeira dos Índios Hoje, às 7h30, está prevista a viagem do ministro para a cidade de Palmeira dos Índios, onde deverá visitar o Programa de Erradicação de Trabalho Infantil (Peti). Ele diz que em Palmeira dos Índios o ministério conseguiu atender 70% das famílias pobres no ano passado. E que neste ano pretende atingir um percentual bem maior. Em 2006, está previsto no orçamento uma verba de R$ 12,3 milhões que deverá beneficiar cerca de 58 mil pessoas em programas como Rede Cartilhas, Cisternas, Programa do Leite, Bolsa-Família, Bolsa-Escola, Auxílio-Gás, Cartão-Alimentação, Atenção à Criança, Agricultura Familiar e Atenção ao Idoso.

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