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Nº 5731
Política

Moradores do Litoral pressionam C�mara

| MARCOS RODRIGUES Repórter O Plano Diretor da capital continua uma peça de ficção. Além disso, a falta de apreciação aos vetos do prefeito Cícero Almeida (PTB) e as emendas feitas ao projeto original proporcionaram o primeiro dia de pauta trancada no L

Por | Edição do dia 17/03/2006 - Matéria atualizada em 17/03/2006 às 00h00

| MARCOS RODRIGUES Repórter O Plano Diretor da capital continua uma peça de ficção. Além disso, a falta de apreciação aos vetos do prefeito Cícero Almeida (PTB) e as emendas feitas ao projeto original proporcionaram o primeiro dia de pauta trancada no Legislativo Municipal. Além disso, a falta da maioria dos vereadores inviabilizou a sessão e o tema foi discutido informalmente. Como os vetos de Almeida foram enviados no período de recesso, oficialmente a Câmara só tomou conhecimento de sua posição no dia 15 de fevereiro. Conforme a Lei Orgânica do Município, a partir dessa data os vereadores têm 30 dias para manterem, discutirem e derrubarem, ou não, os vetos ao Plano Diretor. Até lá nenhuma matéria poderá ser aprovada. O vereador Judson Cabral (PT), um dos poucos que dominam a matéria, defende a retomada da discussão com a sociedade. Ele pretende apresentar os termos de um abaixo-assinado que recebeu com 500 assinaturas de moradores do Litoral Norte. Preocupação Segundo o documento, eles estão preocupados com os impactos que serão provocados com o avanço dos empreendimentos imobiliários. “São pessoas que já vivem sem condições de saneamento, água e urbanização. Por isso, acredito que o tema pode ser melhor debatido com entidades como o Conselho de Engenheraia e Arquitetura (Crea)”, explicou o vereador petista. Na sessão da próxima terça-feira, ele pretende pedir a realização de Sessão Pública com a presença de moradores dos bairros do Litoral Norte. Como o tema é de interesse público, o petista não acredita que possa ser boicotado pelos colegas. Especulação Os moradores das áreas mais visadas (Guaxuma, Garça Torta, Ipioca e Riacho Doce), já convivem com a alta especulação imobiliária. Nos últimos dois anos, eles têm presenciado o desmatamento e o surgimento de aterros para a construção de condomínios habitacionais e a poluição dos rios. O valor dos terrenos na região está supervalorizado, principalmente depois que grupos estrangeiros passaram a adquirir áreas para os seus empreendimentos imobiliários. Como as construtoras que atuam no mercado sabem que o Plano Diretor pode representar limitações, correm contra o tempo para concluírem as obras que já estão em andamento. Acordos Mas alguns acordos já estão em curso. O vereador Diogo Gaia (PFL) confirmou, ontem, que depois de uma conversa com o prefeito Cícero Almeida entendeu as razões para os seus vetos. “Por isso entrei num acordo com o prefeito”, confirmou Diogo. O líder do prefeito na Câmara, vereador Francisco Hollanda (PTdoB), disse que o projeto poderá entrar em pauta depois de uma conversa entre Almeida e os vereadores.

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