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Professores rejeitam proposta do governo

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O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada na manhã de ontem pelo governo do Estado, na reunião entre representantes da categoria e o vice-governador Luis Abílio de Sousa (PDT). Dessa forma, a greve da categoria deverá durar até, pelo menos, a próxima segunda-feira, quando representantes do sindicato e do governo voltam a se reunir. De acordo com a proposta do Executivo, os servidores da Educação teriam seus salários reajustados em 18%. Ontem, cerca de 200 servidores realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Floriano Peixoto. Para a presidente do Sinteal, Girlene Lázaro, a proposta não contempla a reivindicação da categoria, que busca a equiparação salarial com os servidores da Saúde. ?O governo disse que esbarra na questão financeira. Nós não discutimos percentual de reajuste, queremos a isonomia. O governo tem um programa para equiparar os salários do funcionalismo e nós não aceitamos ficar de fora dessa equiparação?, adiantou a sindicalista. A categoria, segundo Girlene, aceitaria uma forma diferenciada de equiparação, com o escalonamento do reajuste. Mesmo com a negativa inicial do governo do Estado, a sindicalista considera que houve avanço nas negociações. ?A reunião de hoje [ontem] abriu a possibilidade de avançarmos nessa proposta da isonomia?, observou. Hoje, representantes do Sinteal e técnicos da Secretaria de Administração estarão reunidos para discutir uma proposta que possa ser negociada com o governo do Estado. Em seguida, o Sinteal vai realizar uma assembléia geral. Segundo Girlene Lázaro, no interior do Estado a greve da Educação é mais ampla nas regiões de Viçosa, Atalaia, Penedo, Arapiraca, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia e Palmeira dos Índios. Em Maceió, todas as escolas tiveram as atividades paralisadas. De acordo a Secretaria de Administração, os servidores de nível elementar, médio e superior da Saúde, com cerca de 22 mil servidores, ganharam um aumento de 13%, enquanto que os da Educação ? com 14 mil funcionários ? terão reajuste médio de 18%. A proposta de isonomia do Sinteal teria o impacto de R$ 90 milhões ao ano, ou seja, R$ 25 milhões a mais do que será disponibilizado para o aumento de todo o funcionalismo. |OR

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