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Incra admite: meta n�o foi cumprida

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| ODILON RIOS Repórter O superintendente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Gino César, reuniu ontem prefeitos de cidades alagoanas com assentamentos com trabalhadores rurais sem-terra para discutir investimentos em reforma agrária no Estado. César sai do Incra no dia 31 de março para concorrer às eleições neste ano. Depende do partido para definir seu futuro político, mas reconheceu que a meta de famílias a serem assentadas em Alagoas não foi atingida. A previsão é que deveriam ser assentadas três mil famílias em 2003, mais três mil em 2004 e 2.350 este ano. ?Pegou-se o número de famílias acampadas e dividiu ano a ano. É um desafio tirar o povo da beira da estrada. Para a gente, assentar 1.300 famílias, o maior número nos 20 anos da reforma agrária em Alagoas, é fantástico. Mas está longe daquele número apresentado?. Reclamações E justificou a reclamação dos movimentos dizendo que os números do Incra nunca ?batem? com os movimentos que lutam pela terra. ?Muitas vezes a gente cria um assentamento em 2004 que só assenta as famílias em 2005. Cria em 2005 e só assenta em 2006. Muitas vezes esses números não batem por causa disso. ?Para a gente a meta não é o problema. Para os movimentos sim. A meta é uma simbologia?, destacou. Ele negou que o encontro com os municípios ontem fosse uma espécie de ?pré-campanha eleitoral?: ?Fizemos um encontro ano passado?, explicou. Prefeitos Prefeitos ouvidos pela reportagem pareciam não ter reclamações sobre as obras, a não ser Chico Vigário (PTB), de Atalaia, que pedia atenção do governo federal nos municípios. ?Lógico, às vezes existe distanciamento do município com os órgãos federais. E a gente está tentando diminuir esse espaço? Segundo ele, ?as prefeituras têm responsabilidade com a educação. Com a municipalização da saúde, o Incra não atua mais nessa área. Em alguns municípios, anos atrás construíamos escolas. Hoje, não fazemos isso?, completou, cobrando empenho dos gestores municipais na questão agrária. O Incra, de acordo com César, é responsável por abastecimento de água, estrada e energia, por meio do Programa Luz para Todos, do governo federal, executado no Estado pela Companhia Energética de Alagoas (Ceal). Metas De acordo com Cesar, em 2005 foi o ano em que mais se investiu em reforma agrária no Estado. R$ 5,3 milhões, para 12 prefeituras. O dinheiro é enviado a cidades com assentamentos rurais. Deste dinheiro, 4.712.932,28 foram transferidos para convênios em prefeituras, que se responsabilizaram pela licitação e execução das obras, de acordo com dados do instituto. O restante do dinheiro foi investido para obras ou convênio com o Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), para demarcação topográfica - também dados fornecidos pelo Incra. Estas obras são para construção de pontes, melhoria, conservação e abertura de estradas, construção de sistemas simplificados de abastecimento de água e reforma de agroindústrias. Números Números do instituto dizem que dos 33 municípios que têm assentamentos, dezesseis receberam as obras do governo federal: Maragogi, Matriz do Camaragibe, Girau do Ponciano, Ibateguara, Porto Calvo, Água Branca, Branquinha, Olho d?Água do Casado, Atalaia, Porto de Pedras, Delmiro Gouveia, Jacuípe, União dos Palmares, Maceió, Traipu e São Luiz do Quitunde.

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