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Controladoria p�ra fiscaliza��o em Alagoas

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| DA EDITORIA DE POLÍTICA A ?menina dos olhos? do governo federal, quando o assunto é combate à corrupção, o programa de fiscalização de aplicação dos recursos federais nos municípios, pelo sistema de sorteio, será paralisado em todo o País. Em Alagoas, os 25 técnicos e analistas da Controladoria Geral da União (CGU) adiantaram à Gazeta que, partir da próxima semana, não vão realizar as inspeções, em conseqüência da luta salarial e funcional que travam contra o governo federal. A categoria pede a equiparação salarial com o pessoal da Receita Federal. ?O governo prioriza a Receita, que é um órgão arrecadador, e esquece o trabalho que analistas e técnicos da Controladoria fazem no combate à fraude no País?, afirma o presidente regional da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacom), Zéles de Oliveira Flôr. Segundo o presidente da Unacom, os auditores fiscais da receita, que têm trabalho similar aos da CGU, recebem em média 20% a mais. Na espera De acordo com Zéles, todas as inspeções programadas para os próximos dias estão canceladas. ?Em Alagoas estava marcada nossa ida ao município de Chã Preta, mas o prefeito vai ficar esperando e nós não vamos chegar?, completa Zéles. Os analistas e técnicos de Finanças e Controle da CGU - que fazem o trabalho de fiscalização e da correta aplicação dos recursos públicos federais - devem cruzar os braços em uma paralisação nacional, na próxima semana. Sem fiscalização ?Com a decisão, os servidores da CGU não poderão realizar a fiscalização do investimento de recursos federais no município de Chã Preta, que está programada para acontecer no período de 3 a 7 de abril; nem qualquer outra das atividades que envolvam deslocamentos da sede da CGU em Alagoas, incluindo as auditorias de avaliação da gestão do ano de 2005 nos órgãos públicos federais?, esclarece o presidente da Unacom. NegociaçÕES A Unacom negocia com o governo federal uma pauta centrada em três pontos: equiparação salarial com o fisco, revitalização do cargo de Técnico de Finanças e Controle e mudanças nos critérios de Avaliação de Desempenho. Segundo Zéles, a CGU realiza um trabalho importantíssimo. ?Porque procura resgatar a dignidade da sociedade, que está cansada de pagar impostos e não ver o efetivo retorno desses recursos em prol da população. É necessário que o governo atual, que se coloca como combatente à corrupção, valorize as carreiras de Analistas e Técnicos de Finanças e Controle?, afirmou. Para ele, o trabalho da CGU hoje é imprescindível, principalmente diante da avalanche de denúncias que assola o País, dentro e fora do governo. ?Nesse momento a luta é para conseguir mais transparência, qualidade e eficiência na gestão dos recursos públicos. E isso somente será possível com a valorização dos servidores envolvidos com as atividades de controle?, finaliza Zéles Oliveira.

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