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Impasse continua entre professores e governo do Estado

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| CARLA SERQUEIRA Repórter O impasse continua. Com as atividades paralisadas há 11 dias, os professores da rede estadual voltaram a reivindicar isonomia salarial e atualizações no Plano de Cargos e Carreira da categoria. Ontem, para mais uma manifestação em frente ao Palácio Floriano Peixoto, eles levaram até os diplomas para sensibilizar o governo. Após quatro horas de reunião com o vice-governador Luis Abílio, nenhum acordo foi firmado. De certo, só uma coisa: os alunos vão permanecer sem aulas por tempo indeterminado. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) diz que todos os concursados do Estado, com nível superior, foram beneficiados pela Lei 6.701/2006, que garante salário inicial de R$ 2.030, menos os professores. ?Queremos saber se os nossos diplomas têm menos valor que os de outros profissionais?, reclamou a presidente do Sinteal Girlene Lázaro. Sem a isonomia, segundo ela, os professores em início de carreira e com carga horária de 40 horas, ao invés de R$ 2.030, vão continuar recebendo apenas R$ 550. ?Não aceitamos a justificativa apresentada pelo governo para excluir os professores da lei. O Estado alegou que o quadro de professores é numeroso e não teria recursos suficientes para beneficiar a categoria?, explica Girlene, ao afirmar que o Sinteal já se reuniu com o governo três vezes. ?Estamos avançando, mas muito devagar. Não vamos desistir. Só vamos voltar às atividades quando tudo estiver resolvido?, garante a sindicalista. Outra reivindicação apresentada pelos professores se refere à titulação. ?Hoje, quem melhora sua formação e conquista um título, seja especialização, mestrado ou mesmo doutorado, só recebe aumento após 5 anos na mesma classe salarial. Queremos que os salários evoluam automaticamente, assim que for conquistada a titulação pelo profissional?, diz a presidente do Sinteal. A categoria quer também redução da jornada de trabalho em sala de aula para os professores que já cumpriram 80% do tempo obrigatório de serviço e para os que já cumpriram todo o tempo, mas que ainda não têm idade suficiente para se aposentar. A proposta do Sinteal é de que a redução seja de 50% na docência. ?Também queremos a criação do Plano de Cargos e Carreira para os demais funcionários da Educação, de níveis médio e fundamental?, completa Girlene. Por fim, a categoria reivindica o envio para a Assembléia Legislativa de uma mensagem autorizando a inclusão da carga horária de 25 horas no Plano de Cargos e Carreira dos professores. ?Os professores de 1ª a 4ª série trabalham de segunda a sexta, porque assumem todas as disciplinas de uma mesma turma. São 20 horas de trabalho. Este profissional fica sem tempo de fazer o plano de aula e de capacitar-se. Então é preciso incluir a carga de 25 horas, que já é lei?, explicou Girlene Lázaro. Portas fechadas Uma comissão foi formada entre os sindicalistas ontem para, na Sala de Despachos do Palácio Floriano Peixoto, negociar outra vez com o vice-governador Luis Abílio. A imprensa foi proibida de acompanhar a reunião, que só terminou às 21h. Apenas registros fotográficos foram permitidos, no início das negociações. ?Amanhã [no caso, hoje] vamos voltar à praça [dos Martírios]. Vamos continuar acampados lá. O vice-governador prometeu se reunir com a Secretaria da Fazenda e nos trazer uma posição. Não vamos desistir dos nossos direitos. Vamos aguardar e, se preciso for, vamos protestar todos os dias?, afirmou Girlene Lázaro.

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